Flordelis surge com ‘pulseira sumida’ de marido morto

Reprodução/Facebook

A pastora Flordelis dos Santos de Souza apareceu utilizando pulseira de seu marido, o pastor Anderson de Souza do Carmo, morto em junho passado. O detalhe é que, em coletiva de imprensa do mês passado, ela afirmou que a correntinha de ouro havia desaparecido de sua casa.

Flordelis, que também é deputada federal, estava com o acessório em um culto realizado em São Gonçalo, no Rio de Janeiro. As informações são do ‘Extra’.

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“Eu queria muito que me devolvessem o celular. As outras coisas que se perderam dentro de casa não faço questão porque muitas outras coisas foram subtraídas, foram sumidas, né. Meu filho tinha tirado do braço dele a pulseira de ouro. Era a única que ele tinha, que usava muito. Tinha colocado na cabeceira do nosso quarto. Essa pulseira também desapareceu. Alguns objetos sumiram do nosso quarto, da nossa casa”, afirmou ela durante a coletiva em questão.

Questionada pelo ‘Extra’, a assessoria de imprensa da deputada e pastora afirmou que “a pulseira foi encontrada em uma arrumação feita na casa após o crime”.

"Na rearrumação interna da casa, depois da enorme desordem em que ela ficou, a pulseira foi encontrada e, desde então, como memória e homenagem ao marido, a deputada passou a usá-la com a aliança que foi do marido. Não a tirou mais do braço", informaram os assessores.

EPISÓDIOS DO ASSASSINATO

  • R$ 10 MIL

Um terceiro filho de Flordelis ouvido pela Polícia Civil, mas que não teve o nome divulgado, aponta para a possibilidade de que o crime tenha sido cometido em família e disse que Lucas recebeu uma proposta de uma das irmãs para matar Anderson por R$ 10 mil.

O jovem ouvido revelou aos policiais ainda que ele não ouviu discussão, barulho de carro ou moto em fuga no dia do crime. Após os tiros, ele diz que encontrou o irmão Flávio ao lado de Anderson, que já estava caído. Segundo ele, após o crime, a namorada de Flávio entregou o celular de Anderson para a deputada Flordelis.

  • REMÉDIOS NA COMIDA

O mesmo rapaz aponta Flordelis, três irmãs, Lucas e Flávio como suspeitos de envolvimento no crime. De acordo com ele, a deputada disse a um de seus irmãos que “a hora de Anderson estava chegando” e que três filhas do casal e a própria deputada estariam colocando remédios na comida de Anderson, e que isso teria feito a saúde do pastor ficar comprometida.

Por fim, chamou de “teatro” o comportamento de Flordelis e dos suspeitos durante o velório de Anderson.

  • EDREDOM COM SANGUE

Na última terça-feira, pouco antes da vistoria de homens da perícia, objetos foram queimados no quintal da casa. A polícia recuperou o que havia sido incinerado para perícia, mas o que chamou atenção dos investigadores foi a presença de um edredom com manchas de sangue num dos quartos.

Investigadores da DH (Divisão de Homicídios) encontraram uma pistola 9mm no quarto de Flávio dos Santos Rodrigues, de 38 anos, filho biológico de Flordelis. Uma primeira perícia feita constatou que pistola foi usada na noite do crime.

No quarto de Flávio, os policiais encontraram uma pistola 9 milímetros, usada no dia do crime. À polícia, Flávio confessou que deu 6 tiros no pastor. No dia do homicídio, a polícia recolheu nove munições que estavam no local. Elas foram comparadas com as munições da arma apreendida no quarto de Flávio.

O principal motivo apontado pela polícia para o crime é que os dois descobriram uma relação extraconjugal de Anderson.

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A EXECUÇÃO

Anderson foi executado com mais de 30 tiros de pistola nas costas, no peito, na genitália e nas pernas. A maioria dos disparos foi feito à queima-roupa, mas a polícia técnica, não pode precisar o número exato de disparos. O pastor chegou a ser levado ao Hospital Niterói D’Or, no bairro de Santa Rosa, mas não resistiu aos ferimentos.

O corpo do pastor Anderson do Carmo de Souza foi enterrado no Memorial Parque Nicteroy, no bairro do Laranjal, em São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio.