Flordelis será levada a júri popular por morte do marido, decide juíza

Carolina Heringer
·2 minuto de leitura

A juíza Nearis dos Santos Carvalho Arce, da 3ª Vara Criminal de Niterói, decidiu que a deputada federal Flordelis dos Santos de Souza irá a júri popular por ser mandante da morte do marido, o pastor Anderson do Carmo. O crime ocorreu em 16 de junho de 2019, na residência do casal em Pendotiba, Niterói, na Região Metropolitana do Rio. Outros nove acusados do crime também serão levados a julgamento pelo júri.

Ainda não há previsão da data de julgamento, já que a defesa da deputada pode recorrer da decisão no próprio Tribunal de Justiça do Rio. Além de Flordelis, irão a júri popular Marzy Teixeira da Silva, Simone dos Santos Rodrigues, André Luiz de Oliveira, o “bigode” e Carlos Ubiraci Francisco da Silva, o “neném” (homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio e associação criminosa armada); Rayane dos Santos Oliveira (homicídio triplamente qualificado e associação criminosa armada); Flávio dos Santos Rodrigues, Adriano dos Santos Rodrigues, Andrea Santos Maia e Marcos Siqueira Costa (uso de documento falso e associação criminosa armada).

A juíza também decidiu manter a prisão de todos os acusados. “Ademais, o fim da instrução probatória de primeira fase e demais notícias trazidas aos autos no curso daquela evidenciam ainda mais a necessidade de acautelamento dos réus, em prol não somente da ordem pública, mas para garantia da instrução criminal a se renovar em futuro Plenário de Julgamento, e, ainda, em prol da eventual aplicação da lei penal; não se mostrando suficiente a pretendida conversão em prisão domiciliar, ou mesmo a transferência para presídio diverso”, escreveu.

Nesse processo, Lucas e Flávio não respondem pelo homicídio, mas por terem fraudado uma carta com o intuito de atrapalhar as investigações. Pelo assassinato, Nearis dos Santos já determinou, em outra ação, que ambos sejam levados s júri popular. A sessão foi marcada para novembro deste ano, mas a defesa de Flávio ainda recorre da decisão. Adriano dos Santos também responde apenas pela fraude da carta e não pelo homicídio.