Fluminense abre 2 a 0 com Ganso, mas expulsão de André muda jogo e Tricolor leva virada do Coritiba

O novo técnico do Fluminente, Fernando Diniz, deve ter ficado orgulhoso dos seus futuros comandados ao menos pelo primeiro tempo. Especialmente de Paulo Henrique Ganso que ditou o ritmo do jogo na etapa inicial e marcou dois gols. Mas também deve ter ficado preocupado com os espaços concedidos pelo Tricolor e a pressão sofrida no segundo tempo, com um jogador a menos, que levou à virada por 3 a 2, neste domingo, no Couto Pereira.

Com o resultado, o Fluminense continua com os seis pontos no Brasileiro. O Coritiba também foi a seis. Na próxima rodada, o Tricolor enfrenta o Palmeiras, no próximo domingo, em São Paulo. Antes disso, Diniz, que será apresentado nesta segunda-feira, fará sua estreia no jogo decisivo pela Sul-Americana diante do Junior Barranquillha, no Maracanã.

A vitória chega num momento fundamental para o time. A equipe se desestabilizou nas últimas partidas com derrota no Brasileiro e empate na Sul-Americana, em casa, que deixou o Tricolor em situação crítica na competição. O pedido de demissão de Abel Braga encerrou a semana conturbada.

Sob o comando de Marcão, como interino, o Fluminense entrou em campo de ânimo e tática novos. Voltou a jogar na linha de quatro na defesa, mas levou sustos no início de jogo. O goleiro Fábio ajudou a manter o 0 a 0 no placar em duas oportunidades.

Uma infelicidade do goleiro Alex Roberto mudou o panorama do jogo. Ganso arriscou de longe, aos 19 minutos, e o goleiro falhou bisonhamente ao deixar a bola escapar das mãos. O camisa 10 reconheceu que o gol foi mais sorte do que competência.

—Foi mais falha do que um chute bonito meu. Mas o segundo, não — disse.

Ganso se referia ao segundo gol do Fluminense, que lhe custou parte de um dente. O meio-campo deu início à jogada, tocou para Luiz Henrique, que devolveu na cabeça do camisa 10.

A vantagem no placar não significou vida fácil ao Tricolor. Ainda no primeiro tempo, nos minutos finais, o Coritiba se reestabeleceu emocionalmente e equilibrou a partida. Andrei viu a bola passar perto do gol de Fábio por duas vezes.

A pressão curitibana, impulsionada pela torcida no Couto Pereira, não esfriou. O Coritiba apertou a marcação e passou a jogar quase todo em seu ataque. Num jogo brigado no meio-campo, recheado de faltas, André levou o amarelo no primeiro minuto do segundo tempo.

Esse cartão mudaria a partida. Em mais um lance na área, André levantou o pé e acertou Léo Gamalho. No lance revisado pelo VAR, Raphael Claus marcou pênalti e expulsou o volante tricolor. Gamalho cobrou com categoria e diminuiu a vantagem do adversário aos sete minutos da etapa final.

O gol incendiou o estádio. O Coritiba manteve a pressão e, menos de dez minutos, empatou a partida com Andrei, que aproveitou a sobra e chutou cruzado da entrada da área sem chances para Fábio.

Marcão teve de recompor a defesa do Fluminense para, ao menos, segurar o empate fora de casa. Não foi nada fácil. O Coritiba manteve o ímpeto até o fim e Fábio tentou de todo jeito impedir a virada, defendendo voleio à queima-roupa. Mas, no minuto final dos acréscimos, Léo Gamalho, dentro da área, só desviou para o gol da vitória.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos