Fluminense desperdiça chances, só empata com a Portuguesa, mas tem vantagem para chegar à final

Marcello Neves
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Uma boa notícia para o torcedor do Fluminense é saber que, hoje, tem um time reserva equilibrado. Mesmo quando os titulares estão poupados — desta vez, visando a viagem para a Colômbia onde enfrentará o Junior Barranquilla — a equipe segue competitiva. Ontem, a vitória não veio, mas o empate em 1 a 1 com a Portuguesa no Luso-Brasileiro traz boas impressões e a certeza de que o elenco tricolor está mais encorpado para a temporada.

Dá para argumentar que o Fluminense não venceu porque a bola não quis entrar, um velho ditado esportivo. Errôneo é dizer que o empate veio após atuação ruim. Pelo contrário. A maior lamentação será pela quantidade de chances desperdiçadas — e não pela falta delas.

Aliás, o tento da Portuguesa nasceu de um pênalti cometido por Paulo Henrique Ganso. Chay, com categoria, abriu o placar. Talvez o maior erro da equipe do técnico Felipe Surian tenha sido abdicar do ataque depois que conquistou a vantagem. O recuo deu o campo e a vantagem para o Fluminense.

O bombardeio tricolor sempre teve o nome de Abel Hernández envolvido. O uruguaio desperdiçou três chances claras de empatar. Ele reclamou do gramado ruim, que não estava em seus melhores dias. Paulo Henrique Ganso parou em cima da linha, Gabriel Teixeira perdeu chance. Caio Paulista e Bobadilla também.

A pressão tricolor surtiu efeito quando conseguiu um pênalti no segundo tempo, convertido por Abel. A virada não veio porque o goleiro Neguete brilhou com boas defesas. Não era dia.

Próximo do fim, a Portuguesa até assustou e obrigou Marcos Felipe a fazer boas defesas, mas o resultado foi melhor para o Fluminense, que tem a vantagem do empate e pode empatar na volta para se classificar à final.