Fluminense: Em seu maior jejum de gols na temporada, Nenê volta a ser destaque como garçom

Rafael Oliveira
·2 minuto de leitura

Nenê iniciou a temporada como o homem-gol do Fluminense. Com nove em 11 jogos, virou o grande nome da equipe. Ao longo dos meses, seu protagonismo diminuiu à medida em que balançou as redes com menos frequência. Nesta reta final, contudo, voltou a brilhar. Mas agora por seu lado garçom. E sua visão de jogo é justamente um dos trunfos dos tricolores para vencer o Santos, às 18h15, na Vila Belmiro.

O meia, que chegou a ser barrado pelo técnico Marcão, recuperou sua posição com bons passes e assistências. Na vitória sobre o Ceará, na última segunda, foi dele a bola que deixou John Kennedy em condições de abrir o placar. O lançamento na área que terminou no gol do triunfo sobre o Bahia, marcado por Luiz Henrique, há três rodadas, também saiu de seus pés. E, no jogo anterior, contra o Goiás, foi a partir de sua cobrança de escanteio que Nino deu uma cabeçada certeira.

A importância de Nenê vai além dos passes para gol. Afinal, nem sempre seus companheiros conseguem concluir com sucesso as jogadas. Mas as bolas têm chegado neles. No empate com o Coritiba, o meia entrou aos 36 do segundo tempo e deu duas assistências para finalização.

Diante do Goiás, já como titular, o armador deu outras cinco. Contra o Bahia, mais duas. Por fim, contra o Ceará, foram três.

— Agora está sendo como é a minha função: de dar assistência, que eu disse desde o começo. Fico bastante feliz com essa reta final, em que a gente precisava tanto, poder estar ajudando meus companheiros — celebrou o jogador.

Ironicamente, o melhor momento de Nenê como garçom na temporada ocorre em seu maior período sem balançar as redes. Já são dez jogos de jejum, superando os nove entre o fim do Carioca e o início do Brasileiro. Com 20 gols, ele está a apenas um de repetir seu ano mais goleador (2016). E só restam dois jogos para ele alcançar este feito.

—Como eu estava jogando mais perto do gol, estava tendo também essa felicidade de poder fazer bem mais gols do que o normal — comentou. — Para mim, assistência é como um gol, porque a participação é direta. Estou ajudando, isso que vale. A gente conquistando as vitórias, está tudo bem. Não mudou meu estilo, mas a posição.