Fluminense garante permanência de destaques, define saídas e quer manter até 85% do elenco para 2023

Publicamente, o Fluminense evita se pronunciar sobre a próxima temporada porque o Campeonato Brasileiro ainda não chegou ao fim — o clube luta pela segunda colocação. Mas a classificação antecipada à fase de grupos da Libertadores de 2023 deu fôlego para o tricolor acelerar o planejamento. Tanto que alguns destaques já foram comunicados sobre suas continuidades e o martelo já foi batido para algumas saídas.

Os casos que chamam a atenção são o do quarteto principal: o volante André, os meias Paulo Henrique Ganso e Jhon Arias e o atacante Germán Cano. A pessoas próximas, o presidente Mário Bittencourt garantiu que o quarteto permanecerá para 2023 e os vê como inegociáveis antes da Libertadores. O GLOBO apurou que não chegou nenhuma proposta oficial pelos atletas chegou ao clube.

Arias, inclusive, preocupou a torcida após a vitória por 3 a 0 sobre o Goiás, na última quarta-feira, ao não garantir a permanência para 2023. A declaração foi vista internamente como "falta de malícia". O Fluminense já sinalizou que fará uma oferta ao Patriota, da Colômbia, para adquirir os outros 50% dos direitos econômicos do atleta. De todo modo, ele tem contrato com o Fluminense até dezembro de 2025.

Já Germán Cano tem vínculo até o final de 2023 e poderá assinar pré-contrato com outra equipe em julho. O Fluminense iniciou conversas para renovar com o argentino por mais duas temporadas e a resposta tende a ser positiva. O atacante foi sondado por clubes do mundo árabe, mas está feliz no Rio de Janeiro e deseja permanecer.

Quanto a Paulo Henrique Ganso e André, a situação é parecida: são vistos como inegociáveis na janela de final de ano e têm contratos em vigor. A tendência é que o Fluminense faça de três a quatro contratações pontuais para a próxima temporada e deseja manter cerca de 85% do elenco. Assim, se novos atletas vão entrar, alguns irão deixar o clube.

Saídas definidas

A primeira delas é o lateral-esquerdo Mario Pineida. No final de outubro, o Fluminense comunicou ao Barcelona de Guayaquil que não iria exercer o direito de compra dos direitos federativos do equatoriano, já que ele não fazia parte dos planos do técnico Fernando Diniz. Assim, o tricolor buscará uma reposição — o nome de Reinaldo, que está de saída do São Paulo, é um dos cotados.

Outro que não vai ficar é o volante Wellington. Ele renovou para 2022 devido a uma cláusula no contrato que previa a permanência devido a metas atingidas (ser relacionado em 60% dos jogos da temporada). Para 2023, no entanto, não permanecerá.

O meia Nathan é uma dúvida. Isso porque o Fluminense não irá exercer a opção de compra fixada em 5 milhões de euros (cerca de R$ 32 milhões) junto ao Atlético-MG. Neste caso, não por falta de desejo de ficar com o meia, mas por não ter condições financeiras de comprá-lo. Assim, tentará negociar um novo empréstimo junto ao Galo para 2023. Fernando Diniz, inclusive, deseja a permanência.

Por fim, o zagueiro Matheus Ferraz também irá deixar o Fluminense, mas o caso dele é especifico porque o clube é obrigado a renovar seu contrato. Isso porque o jogador sofreu uma lesão no ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo e precisou passar por uma cirurgia. Assim, por lei, o tricolor só pode encerrar o vínculo quando ele estiver recuperado. Certo é que ele não está nos planos.