Fluminense recua, mas ainda não apoia Flamengo e Ferj em decisão sobre público na final

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Com a decisão de que não haverá torcida no primeiro jogo da final do Campeonato Carioca, Flamengo, Fluminense, Federação de Futebol do Rio e autoridades de segurança e sanitárias voltaram a se reunir de forma virtual nesta quinta-feira, para tratar desse e de outros temas.

A novidade foi o discurso menos inflamado do representante do Fluminense, Marcelo Penha, sobre a liberação parcial de público. Uma reunião nesta sexta na Prefeitura vai decidir se o jogo de volta terá a permissão para torcedores no Maracanã.

No encontro desta tarde, o Fluminense se manteve contra, mas ressaltou que a posição é para este momento. No discurso, Marcelo Penha disse que a torcida tem que voltar, mas que primeiro é necessário um estudo mais aprofundado.

O Batalhão Especial de Policiamento em Estádios, o Bepe, não se manifestou. Assim como as autoridades sanitárias presentes, todos no aguardo da deliberação da Prefeitura. A secretaria de saúde do Estado também não se posicionou sobre o assunto.

Mesmo assim, o Maracanã já está sendo preparado para receber torcida dentro do protocolo de higiene e segurança que norteou o Campeonato Carioca desde o ano passado, com o chamado "Jogo Seguro".

A ideia de público surgiu com a inclusão de mais convidados no começo do torneio deste ano, mas a repercussão foi negativa diante do agravamento da pandemia e de novas medidas de restrição no Rio.

O Flamengo defende que houve flexibilização das medidas para escolas, shoppings, transporte e restaurante, e que o futebol acontece em um espaço aberto, com distanciamento possível.

- Tem escola aberta, restaurante aberto, tudo funcionando, voltando ao normal. Fora igreja, BRT, tudo lugar fechado. A única coisa que não voltou foram os shows, o entretenimento. O futebol é aberto, tem como fazer separação, pra 20 ou 30 mil no Maracanã - defende o diretor de relações externas do Flamengo, Cacau Cotta, que participou das reuniões.

A Ferj aguarda o aval das autoridades, como Vigilância Sanitária e Corpo de Bombeiros, para autorizar o público mesmo que algum clube seja contra.

O Prefeito Eduardo Paes está em contato com os dirigentes e vai tomar a decisão após se reunir com a comissão científica do município. Oficialmente, a Prefeitura ainda diz que os jogos não podem ter torcida.

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