Fluminense segura Atlético-MG e dá mais um passo rumo à Libertadores

Marcello Neves
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O princípio básico do futebol é a necessidade de fazer gols. Mas saber se defender é uma virtude. Reconhecer a qualidade do adversário também. Mesmo com o Fluminense jogando em casa, o Atlético-MG é um postulante ao título e a equipe que mais finaliza a gol neste Brasileiro. Por isso o empate sem gols ontem, no Maracanã, pode dividir opiniões: se é ruim por impedir o Tricolor de se classificar matematicamente à Libertadores, também é bom por deixar a equipe mais próxima do sonho continental.

Antes de pensar no ataque, o técnico Marcão priorizou a defesa — e viu a equipe executar bem o planejamento. Não houve mudança na escalação, mas no posicionamento. Normalmente avançados, os atacantes Lucca e Luiz Henrique era responsáveis por fechar a linha de cinco e superlotar o meio-campo, a principal arma dos mineiros.

A estratégia reduziu o futebol do Atlético-MG a uma equipe que limitou-se a cruzar bolas na área e chutar de longa distância — foram oito disparos, mas apenas um no gol. Por outro lado, a escolha diminuiu a produção ofensiva do Fluminense.

Com Fred e Nenê, que não tem a velocidade como maior característica, foi difícil encaixar contra-golpes. Quando entraram John Kennedy, que reclamou de um pênalti discutível, e Fernando Pacheco, que perdeu uma chance inacreditável nos minutos finais, o Tricolor melhorou. Ainda assim, não foi possível tirar o zero do placar.

O Fluminense segue na quinta colocação, com 57 pontos. Dos adversários que brigam com o Tricolor por vaga na Libertadores, Corinthians e Santos, que se enfrentam em jogo atrasado, têm 49 e 47, respectivamente. O Bragantino (48) pode até empatar em pontos, mas perderia no número de vitórias.