Fluminense usa a experiência para vencer o Flamengo e faturar seus primeiros pontos no Carioca

Rafael Oliveira
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O Fluminense não jogou bem, mas sua estratégia de antecipar a volta de jogadores do elenco principal foi certeira. Com um golaço fruto da experiência de quem já aprendeu a ler o jogo, os tricolores venceramos garotos do Flamengo por 1 a 0 e, enfim, conquistaram sua primeira vitória no Carioca.

Aiinda que suada, a vitória foi de extrema importância para os tricolores. Agora com três pontos, eles deixaram a lanterna do torneio e subiram para a oitava colocação. No próximo sábado, voltam a campo contra o Bangu.

Já o Flamengo, que sofreu sua primeira derrota no Carioca, caiu para a terceira colocação. Na sexta-feira, já com os jogadores campeões brasileiros, que se reapresentam nesta segunda após pequenas férias, vai buscar a recuperação diante do Resende.

A impressão deixada no primeiro tempo foi de que era o Flamengo que jogava com atletas do elenco principal enquanto o Fluminense atuava com garotos. Pois o que se viu foi o time rubro-negro à vontade e muito mais agressivo do que o adversário. Não é exagero dizer que os tricolores apenas viram o rival jogar. Os números demonstram isso: foram oito finalizações da equipe de Maurício de Souza contra apenas uma dos comandados de Roger Machado. Em posse de bola, a diferença também foi grande: 62% contra 38%.

Para não dizer que o Fluminense não teve nenhum mérito, pode-se dizer que ele soube se fechar bem. Mas pecou pelo excesso de passividade. Ao invés de marcar mais à frente, deu espaços para o Flamengo se aproximar e só se defendia quando a bola já estava rondando a área. Para piorar, não conseguia encaixar a transição ofensiva.

Para se aproximar da meta do rival, os rubro-negros precisaram explorar os lados do campo. Tiveram mais sucesso pela esquerda, com Michael e Ramon. Mas os erros na hora do passe decisivo, aquele para quem está dentro da grande área, prejudicaram a conclusão das jogadas. Ainda assim, teve duas grandes chances: com Muniz, logo no primeiro minuto; e aos 36, numa chute perigoso de Hugo Moura de fora da área.

Os gritos de "Nós estamos fazendo o que eles querem!" e "Pelo amor de Deus!", proferidos por Roger no segundo tempo, são o melhor indício de que o Fluminense voltou do intervalo com os mesmos problemas. O técnico fez mudanças no sentido de dar mais agilidade ao time, mas não resolveu a falta de transição. Embora tenha diminuído a intensidade e recuado a marcação, o Flamengo continuou dono do jogo.

O 0 a 0 parecia encaminhado. O Flamengo já não ameaçava com o mesmo ímpeto. O Fluminense, só conseguia levar perigo na bola parada. Até que, num lance aparentemente despretensioso, a experiência dos tricolores fez a diferença. Aos 38, ele viu o goleiro Gabriel Batista adiantado e arriscou uma bomba de longe que foi parar no fundo das redes. Um gol carregado de ironia. Afinal, saiu dos pés daquele que vinha sendo o pior jogador em campo e deu a vitória para o time que menos a procurou. Mas premiou a estratégia tricolor de apostar num time mais cascudo.