Fluminense vence o Ceará e coroa noite de homenagens na despedida de Fred dos gramados

É emblemático que Fred se despeça do futebol exatamente em um dia 9. Uma data com o mesmo número que o ídolo carregou durante 10 anos no Fluminense e quase 20 como profissional ao longo da carreira. Claro, a partida diante do Ceará era séria, valia três pontos e a vitória por 2 a 1 ajudou o tricolor a subir ainda mais na tabela de classificação do Campeonato Brasileiro. Mas todos os olhares, lágrimas e homenagens vindas das arquibancadas tinham a direção do maior ídolo tricolor na era moderna.

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Fred entrou apenas ao 31 minutos, mas conseguiu emocionar a arquibancada do início ao fim do jogo. Foi eternizado, como diz o slogan da campanha que levou mais de 65 mil tricolores ao Maracanã. Antes de a bola rolar, foi erguido um gigantesco mosaico trazendo seu gol de voleio contra o Flamengo, emblemático em 2012 por encaminhar a conquista do título brasileiro daquele ano, além das mensagens "obrigado" e "vai te pegar" escritas.

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Com balões, vários números 9 foram inflados aos céus. Máscaras do atacante foram espalhadas para todo lado. Uniformes com sua numeração, então, eram incontáveis. A noite era dele.

Nas redes sociais, o atacante registrou tudo. Desde o corredor humano quando o ônibus chegou ao Maracanã até os centenas de abraços e autógrafos concedidos antes de chegar ao vestiário. Do campo, correu para abraçar Germán Cano, que abriu o placar com um bela cabeçada e repetiu a comemoração de Fred, fazendo os tradicionais corações. Cano, que trocou a foto do perfil dele do Instagram ontem para uma do camisa 9, praticamente selou a passagem de bastão ao abrir caminho para a vitória. Simbólico.

Fred se comportou quase como um regista das arquibancadas ao longo dos 90 minutos. A cada vez que Fernando Diniz mandava os reservas aquecerem, causava alvoroço. Também aproveitava para tirar onda: respondia os sorrisos das arquibancadas, brincava com alguns torcedores e acenava aos montes. Em um determinado momento, chegou a se emocionar ao aparecer no telão. Quase chorou.

No jogo, uma partida tão boa quanto a apresentação do cantor Belo antes de a bola rolar. Registre-se, porém, a confusa e conturbada arbitragem de Luiz Flavio de Oliveira. A falta de critérios conseguiu irritar tanto o Fluminense quando o Ceará. Enquanto Ganso era o mais pilhado da equipe tricolor, Vina era quem mais batia boca com a arbitragem pela equipe cearense. Ao menos não estragou o espetáculo.

Ao abrir o placar, Cano tirou o Fluminense de um natural nervosismo devido ao peso da partida. Erros bobos de passe eram sinal de uma equipe que não fez um jogo ruim, mas já teve atuações melhores. Depois do tento do argentino, a tranquilidade veio e o caminho foi aberta para a vitória da equipe que foi superior no Maracanã.

Logo no início do segundo tempo, Germán Cano foi lançado em profundidade e serviu para Matheus Martins escorar para as redes. Ao mesmo tempo que definiu a partida, liberou a torcida do Fluminense para fazer festa até o apito final. No fim, o Ceará descontou com Luiz Otávio.

Fred dá fim a uma erra de 417 gols na carreira, sendo 199 com a camisa do Fluminense. Os títulos dos Brasileiros de 2010 e 2012 foram os pontos altso, além das inúmeras artilharias. Ao apito final, fica a certeza no coração tricolor, o mais machucado com a aposentadoria: o ídolo é eterno.

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