Fluminense vence o Vasco por 2 a 0 e acaba com jejum

Bruno Marinho
Fernando Pacheco comemora o segundo gol do Fluminense sobre o Vasco

Não dá para dizer que não havia expectadores no Maracanã. Sempre tem o banco de reservas, dirigentes, imprensa e outros profissionais que são exceção em um jogo de portões fechados para o torcedor. Quem foi agraciado com a chance de ver pessoalmente o clássico deste domingo, porém, não teve absolutamente nada do que se vangloriar. Em uma partida de nível técnico bem ruim, o Fluminense venceu o Vasco por 2 a 0.

O resultado acaba com o jejum de dez partidas do Tricolor em clássicos contra o rival. A última vez que havia vencido o Cruz-maltino tinha sido em 2017. Os três pontos consolidam também a melhor campanha geral do Fluminense na competição, que deverá ser paralisada apartir de segunda-feira, depois da reunião dos clubes com a Federação de Futebol do Estado do Rio, por causa da pandemia do novo coronavíru.

Para o Cruz-maltino, o resultado aprofunda a crise e deixa a situação do técnico Abel Braga no comando do time à beira do insustentável. A opção por escalar uma equipe mista, com cinco titulares, surpreendeu, tanto pela situação complicada da equipe no Campeonato Estadual, quanto pela confirmação da suspensão da partida de quarta-feira, contra o Goiás, pela Copa do Brasil.

Ainda assim, chegou a dar a impressão de que renderia frutos durante o começo do primeiro tempo. Duas jogadas pela direita terminaram em chances desperdiçadas por Raul e Marrony.

Já o Fluminense precisou de apenas um passe diferenciado de Nenê para abrir o placar, aos 28 minutos do primeiro tempo. O camisa 77 deixou Evanílson em boa condição para encobrir o goleiro Fernando Miguel.

No segundo tempo, o jogo que já era ruim, ficou ainda pior. O Vasco tentava pressionar sem organização e o Fluminense esperava preguiçosamente os espaços para encaixar o contra-ataque. Foi assim, arrastado, que o jogo seguiu até que o Tricolor fechou o placar. Aos 42 minutos, Caio Paulista bateu de longe, a bola explodiu na trave, nas costas de Fernando Miguel e sobrou para Fernando Pacheco cabecear.