FMI dá novo empréstimo de 1,7 bilhão de dólares a Ucrânia

(Arquivo) A diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, considerou positivo o acordo sobre a ajuda à Grécia, mas reiterou que sua dívida é inviável e que a Europa deve aliviá-la (AFP/Arquivos)

O Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou nesta sexta-feira um novo empréstimo para a Ucrânia no valor de 1,7 bilhão de dólares apesar da incerteza sobre a dívida do país e do conflito no leste separatista.

O conselho de administração do Fundo deu sinal verde ao desbloqueio imediato do montante previsto pelo plano de ajuda concedido em março a Kiev. O plano prevê o empréstimo total de 17,5 bilhões de dólares em quatro anos, em parcelas e condicionados a drásticas medidas de austeridade.

"O novo empréstimo busca que a economia volte ao caminho da recuperação", afirmou o FMI em breve comunicado.

"A nova parcela (da ajuda) promoverá o crescimento econômico e tranquilizará os mercados financeiros do país e do mundo", comemorou o ministério da Economia ucraniano em comunicado, após o anúncio do Fundo.

O crescimento, contudo, será difícil: privado de seu pulmão industrial no leste, o Produto Interno Bruto (PIB) do país deve cair novamente neste ano (-9,5% segundo as previsões do governo ucraniano) e a dívida passaria a ser de quase 135% do PIB, segundo economistas, contra aproximadamente 70% em 2014.

O FMI pediu à Ucrânia que negocie com seus credores para conseguir uma redução de sua dívida de aproximadamente 15 bilhões de dólares.

As difíceis transações, em curso há várias semanas, resultaram até agora infrutíferas e levantam temores sobre a moratória ucraniana, o que afugentaria ainda mais os investidores.

Mais de 6.500 pessoas, principalmente civis, morreram no leste da Ucrânia desde abril de 2014, quando começou o conflito entre rebeldes pró-russos e forças ucranianas.

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