FMI destaca gestão do Uruguai na pandemia e prevê crescimento de 3% em 2021

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O FMI apontou, no entanto, a necessidade de que o Uruguai responda o quanto antes aos desequilíbrios macroeconômicos pendentes

O Fundo Monetário Internacional (FMI) destacou nesta terça-feira a resposta do Uruguai à pandemia e estimou um crescimento daquele país próximo de 3% em 2021, após uma contração de 5,9% no ano passado.

O Uruguai, país de 3,4 milhões de habitantes, teve uma gestão eficaz da crise sanitária, com um ritmo de vacinação "digno de elogio e um enfoque adequado" da política fiscal, destacou o Fundo. "Embora os casos de Covid-19 se mantenham elevados, espera-se que a recuperação ganhe velocidade no segundo semestre, impulsionada por condições externas favoráveis e pela campanha rápida de vacinação."

O FMI apontou, no entanto, a necessidade de que o Uruguai responda o quanto antes aos desequilíbrios macroeconômicos pendentes. "Os desafios que o país enfrenta são de longa data e foram amplificados pela pandemia", ressalta o relatório elaborado por técnicos do Fundo. "À medida que a economia se recupere da crise de saúde, as autoridades devem dar passos decisivos para completar a implementação das reformas previstas."

O Fundo lembrou que, após uma década de "crescimento vigoroso", concluída em 2014-15, as finanças públicas do Uruguai se tornaram mais frágeis, deixando o crescimento "anêmico". A instituição citou "a falta de dinamismo no mercado de trabalho, o investimento escasso e preocupações envolvendo a competitividade econômica".

O FMI pediu ao Uruguai o controle da inflação e que a dolarização continue sendo reduzida. Além disso, incentivou a continuação da reforma das estatais, bem como o aumento "da participação feminina na força de trabalho" e uma melhora "dos resultados da educação".

ad/yow/lb

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