FMI prevê que PIB global cairá muito em 12 meses; recessão não é descartada

FMI prevê que PIB global caíra muito nos 12 meses; recessão não é descartada
FMI prevê que PIB global caíra muito nos 12 meses; recessão não é descartada (Foto: Getty Images)
  • Nos Estados Unidos e Europa, o PIB tem chance de ficar negativo no período;

  • O cenário global impõe um desafio a recuperação econômica da América Latina;

  • Países mais dependentes da exportação de commodities devem ser afetados por esse ambiente.

Ilan Goldfajn, o diretor para o Departamento de Hemisfério Ocidental do Fundo Monetário Internacional (FMI), afirmou que, apesar da recuperação econômica da América Latina estar sendo melhor do que o esperado, o cenário ainda é desafiador. Isso porque a economia global corre o risco de recessão, com uma desaceleração acentuada para os próximos 12 meses.

“Esperamos crescimento mais fraco no final de 2022 e 2023”, disse em Goldfajn durante palestra no Febranban Tech nesta quinta-feira (12).

Nos Estados Unidos e Europa, o Produto Interno Bruto (PIB) vai perder força, com chance de ficar negativo. Um cenário de recessão não é descartado.

“O crescimento global vai cair muito nos próximos 12 meses”, afirmou o diretor do FMI.

Goldfajn, que é ex-presidente do Banco Central, também alertou para a insatisfação social em países da região, a qual exige mais atenção dos governos.

“Inflação persistente e PIB fraco tornam a política econômica mais desafiadora”, completou ele

Países mais dependentes da exportação de commodities devem ser afetados por esse ambiente de desaceleração do PIB. Uma vez que o preço desses produtos tendem a cair globalmente.

“Vamos ter que enfrentar mundo mais adverso, sem nossas exportações subirem, o que as moedas locais se depreciarem.”

Por ter agido rapidamente diante da mudança de cenário, sobretudo na política monetária, América Latina conseguiu atenuar os efeitos da crise. ram rápido diante da mudança de cenário, sobretudo na política monetária. “Bancos centrais da região foram os primeiros a reagir no mundo”, afirmou Ilan.

O diretor do FMI destaca ainda que os juros no Brasil acompanharam esse movimento, saindo de 2% para perto de 14%. Com isso, os BCs conseguiram domar as expectativas para a inflação.