Foco da variante ômicron, África do Sul pode tornar vacinação contra coronavírus obrigatória

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  • Cyril Ramaphosa
    Político, empresário e ativista sul-africano, 5º presidente da África do Sul

Um dos principais assuntos entre sul-africanos atualmente é a obrigatoriedade da vacina contra o coronavírus, cogitada pelo governo, conforme disse o presidente Cyril Ramaphosa em discurso na TV, no domingo (28). No país onde um terço dos profissionais de saúde ainda não se vacinou – e parece não querer se imunizar, segundo a associação médica sul-africana –, alguns já questionam a legalidade da eventual obrigatoriedade para determinadas atividades e certos locais.

Vinícius Assis, correspondente da RFI na África do Sul

A descoberta da variante ômicron do coronavírus, com um grande número de mutações que a tornam potencialmente mais transmissível do que a delta, e provavelmente mais resistente às vacinas, impacta diretamente os sul-africanos. O presidente Ramaphosa criticou os países que fecharam as fronteiras para viajantes provenientes da África do Sul e vizinhos. Ele recebeu o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS), que também considerou a medida precipitada.

Até agora, só o Reino Unido, primeiro a banir voos vindos de países do sul do continente africano, anunciou a retomada do serviço. Duas companhias aéreas devem voltar a operar nessas rotas em breve, porém com restrições. Por enquanto, apenas cidadãos britânicos, irlandeses ou quem tem residência nas "terras da rainha” poderão embarcar, mas terão de cumprir quarentena durante 10 dias em um hotel indicado pelo governo.

A embaixada do Brasil em Pretória e o consulado-geral na Cidade do Cabo tentam conseguir o embarque dos 230 brasileiros que estão retidos na África do Sul. Mais da metade (70%) está na Cidade do Cabo. No fim de semana, um brasileiro que chegou a despachar a bagagem foi impedido pela companhia aérea de embarcar.


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