Foguete do Exército desvia rota e cai em plantação em Goiás

CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) - Um foguete perdeu a rota e caiu em uma plantação na cidade de Formosa, em Goiás, no fim da tarde de quarta-feira (11), durante um exercício militar. O local fica próximo ao Comando de Artilharia do Exército, que confirmou a queda.

O incidente foi registrado durante o curso de Operação do Sistema de Mísseis e Foguetes para oficiais e sargentos. De acordo com o Exército, não houve feridos nem danos materiais. O projétil foi recolhido e será analisado. Foi aberta uma investigação interna para apurar o ocorrido.

"O exercício foi planejado para ocorrer dentro dos limites do Campo de Instrução de Formosa, tendo sido adotadas todas as medidas de segurança", informou o Exército, em nota. Segundo o comunicado, as investigações estão sendo realizadas com a Avibras Indústria Aeroespacial.

"Após o incidente, a equipe de instrutores e monitores, acompanhados da equipe médica do exercício, compareceu ao local do impacto, onde constatou não haver vítimas ou danos materiais", afirma a nota.

O deputado federal José Nelto (PP-GO), que tem uma chácara na cidade, disse à reportagem que esteve no local da queda na manhã de quinta-feira (12) e que os moradores estavam em pânico. Segundo ele, havia dez trabalhadores na plantação de milho no momento do impacto, por volta das 11h30.

"O foguete mirou para o lado de Minas Gerais e voltou para trás, para Formosa. Poderia ter causado uma tragédia, pois caiu ao lado de um depósito de combustível e de um posto de gasolina. O chão tremeu, tamanho o impacto", afirmou.

Nelto afirma que já enviou requerimento à Câmara para convidar o ministro da defesa, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, e o comandante do Exército, general Marcos Antônio Freire Gomes, para dar explicações sobre o acorrido.

"Queremos saber sobre o lançamento desses foguetes e o grau de segurança daqui para a frente. Também queremos chamar professores do ITA [Instituto Tecnológico de Aeronáutica] para debater este assunto", disse o deputado.

"Vamos pedir uma perícia neste lança-foguete, exigir investigação. Eles têm que mostrar o que aconteceu. Apurar quem teve culpa. O que levou ao erro de rota", acrescentou.

O delegado da Polícia Civil de Goiás, José Antônio de Sena, informou que, como a questão envolve militares do Exército, a competência não é da Justiça comum. "Iremos só coletar as informações e encaminhar para a Justiça Militar da União."

Em março, um morador da zona rural do município de São Mateus do Sul (150 km de Curitiba) se deparou com uma peça metálica com cerca de quatro metros de comprimento, retorcida.

Uma equipe da AEB (Agência Espacial Brasileira) esteve no local para investigar o material, supostamente lixo espacial. A área foi isolada, e a peça, coberta.

Segundo a Bramon (sigla em inglês para Rede Brasileira de Monitoramento de Meteoros), a peça pode ser pedaço de um foguete da empresa SpaceX, do bilionário Elon Musk, homem mais rico do mundo, dono também da Tesla.

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