Folha é o jornal preferido dos congressistas, indica FSB Pesquisa

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A Folha de S.Paulo foi eleita o jornal preferido de deputados e senadores pela terceira vez consecutiva, segundo o instituto FSB Pesquisa.

A Folha de S.Paulo aparece como o jornal mais popular do Congresso desde a edição de 2017, quando o levantamento Mídia & Política passou a ouvir parlamentares tanto da Câmara quanto do Senado.

Nos nove anos (2008-2016) em que a FSB Pesquisa consultou apenas deputados federais, a Folha de S.Paulo foi o jornal predileto dos entrevistados em todas as ocasiões.

Na pesquisa atual, a FSB perguntou a deputados e senadores qual o jornal da sua preferência, sendo que cada consultado podia listar até três veículos.

A Folha de S.Paulo foi citada espontaneamente por 6 em cada 10 congressistas. A segunda publicação mais mencionada foi O Globo (40%), seguida por O Estado de S. Paulo (35%), Valor Econômico (24%) e Correio Braziliense (11%).

O instituto FSB Pesquisa realizou entrevistas de 25 de junho a 10 de julho. Foram ouvidos 220 deputados federais e 27 senadores, integrantes de 26 partidos, seguida a proporcionalidade de cada bancada.

A margem de erro é de cinco pontos porcentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

O levantamento também mediu qual o índice de leitura dos congressistas em relação às principais publicações do país.

Em resposta estimulada, a Folha de S.Paulo atingiu a maior pontuação (83% disseram ler o jornal). Os jornais locais e da região do parlamentar atingiram 77%, seguidos por O Estado de S.Paulo (72%), O Globo (63%), Valor Econômico (61%) e Correio Braziliense (46%).

A Folha de S.Paulo se destaca ainda por publicar a coluna de política mais popular entre os parlamentares. Quando questionados sobre se tinham o costume de acompanhar o Painel, 68% responderam afirmativamente.

A coluna do jornalista Lauro Jardim, de O Globo, vem em seguida (56%), numericamente à frente da Coluna do Estadão (55%).

Além da preferência, a pesquisa averiguou itens como as plataformas usadas pelos congressistas para obter informação, os telejornais mais assistidos, os portais mais acessados e o grau de confiança nos veículos de comunicação, entre outros.

A internet —sites, portais, blogs e redes sociais— desponta como a principal fonte de informação para 47% dos parlamentares. Os jornais aparecem oito pontos percentuais abaixo, com 39%.

Quando se excluem as redes sociais do bloco internet, os jornais voltam a assumir a preferência como principal fonte de informação.

As redes sociais também são menos citadas sempre que os entrevistados precisam buscar uma fonte primária de notícias.

Quando questionados sobre a qual plataforma recorrem primeiro para obter informações sobre um novo acontecimento, 55% citaram sites, portais e blogs. Vinte e sete por cento, por sua vez, disseram procurar as redes sociais para essa finalidade.

Embora a internet (incluindo redes sociais) tenha se consolidado como principal fonte de informação dos legisladores, pelo terceiro ano seguido os jornais impressos foram vistos como mais confiáveis.

Questionados, 16% dos congressistas disseram que confiam muito nos jornais impressos. Outros 54% afirmaram que apenas confiam nessas publicações, índice que varia para 24% (confiam pouco), 3% (confiam nada) e 3% (não sabem ou não responderam).

O desempenho de redes sociais nesse quesito é bastante inferior. Dos consultados, 3% disseram confiar muito no que leem no Twitter. Confiam 20%, confiam pouco 54%, não confiam 19% e não sabem ou não responderam 4%.

Os deputados e senadores também são mais desconfiados com as redes sociais.

Em uma das perguntas, 66% disseram que sempre ou frequentemente se deparam com notícias nas redes sociais que pensam não ser verdade.

Quando o assunto passa à preferência de telejornais, o Jornal Nacional, da Rede Globo, segue como o mais lembrado pelos congressistas (46%, num cenário em que até três citações são permitidas).

Dentre os portais, o G1 é o favorito dos deputados e senadores, citado espontaneamente por 60% dos ouvidos. O UOL, que tem participação acionária minoritária da Folha de S.Paulo, ficou em segundo lugar (49%).