Fome faz parte do dia a dia de um quarto das famílias da região Norte, diz pré-candidato indígena mais jovem do país

Com apenas 21 anos de idade, Junior Manchineri será o pré-candidato indígena mais novo desta eleição. Concorrendo a uma vaga na Assembleia Legislativa do Acre, o jovem, terá sua candidatura homologada nesta sexta-feira na convenção regional que reúne PT, seu partido, PV e PCdoB. Uma das principais pautas defendidas em seu mandato será a fome, que, segundo ele, atinge 25,7% das famílias em toda a região Norte do país.

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Com a promessa de “transformar a velha política da região”, Manchineri tem, por parte do pai, avós que participaram das ações que resultaram na demarcação da Terra Indígena Mamoadate, localizada entre os municípios de Assis Brasil e Sena Madureira, no estado do Acre, homologada em 1991. Além disso, ele afirma representar múltiplos setores.

— Somos coletivos e diversos, em um estado Amazônico que possui indígenas, população negra, ribeirinhas, extrativistas, LGBTGIA+, religiões de matriz africana, comunidade ayahuasqueira, católicos, evangélicos progressistas, movimento socioambiental, artistas, mulheres, professores e povos indígenas — afirma Junior.

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Segundo ele, pela “conjuntura na qual se encontram os direitos dos indígenas, é de extrema urgência que estes povos ocupem cada vez mais espaços de decisão das políticas públicas”. Junior afirma que a sua candidatura propõe “uma plataforma de sonhos compartilhados com a pluralidade que o estado do Acre possui”.

— Para disputar com os detentores de poder aquisitivo do Acre que entendem a política como ganho e não como instrumento de mudança social, foi preciso reunir sonhos para o Acre que os mais vulneráveis necessitam. Ter uma diversidade de movimentos em torno de uma candidatura que abraça e acolhe a pluralidade não é desafio, é oportunidade, quando a política se torna plural ela avança. Por isso, a candidatura popular propõe uma plataforma de sonhos compartilhados com a pluralidade que o estado do Acre possui — defende.

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