Fonoaudióloga xinga pacientes em mensagens; ela é suspeita de torturar os pacientes

Em mensagens, fonoaudióloga xinga pacientes no interior de São Paulo - Foto: Polícia Civil/Divulgação
Em mensagens, fonoaudióloga xinga pacientes no interior de São Paulo - Foto: Polícia Civil/Divulgação

A fonoaudióloga suspeita de torturar crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em sua clínica particular em Duartina, no interior de SP, também xingava os pacientes em mensagens. É o que mostram prints de conversas que fazem parte do inquérito policial que investiga as denúncias contra a profissional.

Em uma delas, a fonoaudióloga escreveu: "O [nome] cagou minha sala inteira. Filho da p***".

Nos prints divulgados nesta quinta-feira (14), pelo portal G1, fica evidente que a profissional ofende as crianças e ainda tenta forjar os atendimentos.

"Dá uma disfarçada, sabe, finge que eu tô atendendo" e "Eu não vou à tarde para a clínica amiga, inventei para a [nome] que tenho reunião".

As mensagens apresentadas no inquérito mostram que a profissional não prestava os atendimentos corretamente.

"Jesus, que o [nome] durma", "9h e o chato do [nome]", "O [nome] está insuportável", "Demônio chegou para encher o saco" são exemplos de xingamentos emitidos pela fonoaudióloga nas mensagens.

Consta ainda no inquérito que, pelas mensagens fornecidas, é evidente que as crianças ficavam com a ex-funcionária que denunciou o caso, sem receberem as sessões individualizadas e multidisciplinares prometidas pela clínica da fonoaudióloga.

"Nas conversas é possível ver ainda a preocupação da fonoaudióloga em mentir para os pais, visando esconder o que ocorria na clínica", detalha o documento.

A investigação ainda verifica a atuação da terapeuta ocupacional, que também teria ofendido as crianças e não prestava os atendimentos pagos pelas mães. As conversas são de 29 de março a 8 de abril.

O Paulo Calil, informou ainda que as filmagens feitas com aparelho foram encaminhadas para perícia e serão avaliadas. O delegado responsável pelo caso também disse que apura o crime de tortura, que, se comprovado, é inafiançável.

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