Força da segurança pública tem que se fazer presente para garantir ir e vir, diz novo ministro da Justiça

DANIEL CARVALHO E RICARDO DELLA COLETTA
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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O novo ministro da Justiça, Anderson Torres, disse que é preciso que "a força da Segurança Pública" se faça presente para garantir "um ir e vir sereno", em seu discurso de posse em cerimônia fechada e sem transmissão ao vivo nesta terça-feira (6). "Neste momento, a força da segurança pública tem que se fazer presente garantindo a todos um ir e vir sereno e pacífico. Contem com o Ministério da Justiça e Segurança Pública para dar esta tranquilidade", afirmou Torres. A declaração do ministro se dá em meio a embates entre o governo federal e governos estaduais em torno da adoção de medidas de restrição, entre elas o lockdown e o toque de recolher, para conter o avanço da pandemia de Covid-19. No vídeo do discurso, liberado pelo Palácio do Planalto somente após o fim da cerimônia, o ministro também faz coro ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao dizer que "precisamos trazer de volta a economia deste país, precisa colocar as pessoas para trabalhar" e ao manifestar temor de agravamento da crise social. "Tenho muito medo de crises maiores decorrentes de fome, desemprego e outros problemas neste sentido", afirmou. Torres, que se descreveu como "uma pessoa idealista e apaixonada", falou dos "enormes desafios" vividos no Brasil e que "quis Deus, presidente Bolsonaro, que esta condução em momento tão crítico estivesse em vossas mãos". "A Justiça e a segurança pública, somadas, são a espinha dorsal da paz e da tranquilidade da nação. Principalmente quando se passa por uma crise sanitária mundial como a que vivemos e que impacta diretamente a economia e a qualidade de vida dos cidadãos brasileiros", afirmou o ministro da Justiça. Anderson Torres disse que trabalhará "incansavelmente" para, mais que corresponder, superar expectativas. "A segurança pública foi uma das principais bandeiras da sua eleição e ela voltará a tremular alta e imponente. Isso eu posso garantir à vossa excelência, estejam certos disso", afirmou. O novo ministro da Justiça teve o aval de Jair Bolsonaro e vai mudar o diretor-geral da Polícia Federal. O atual chefe da PF, Rolando de Souza, foi escolha do presidente, por indicação de Alexandre Ramagem, impedido pelo Supremo Tribunal Federal de assumir o cargo, em abril do ano passado. Torres já avisou o Palácio do Planalto que vai fazer a mudança, que deve ocorrer nos próximos dias. O diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Eduardo Aggio, também deve ser substituído. "É natural [sic] as mudanças. E a gente sabe que você, todas as mudanças que efetuará no seu ministério, é [sic] para melhor adequá-lo ao objetivo ao qual você traçou. Você quer o Ministério da Justiça o mais focado possível para o bem de todos em nosso país", afirmou Bolsonaro.