Força Nacional receberá reforço de 611 policiais após ataques terroristas em Brasília

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, autorizou nesta terça-feira a mobilização de 611 policiais militares de oito estados para a Força Nacional de Segurança Pública no Distrito Federal. Na portaria, publicada no Diário Oficial da União pela manhã, Dino diz que o reforço é para “pôr termo ao grave comprometimento da ordem pública em Brasília”.

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Os policiais serão deslocados dos estados do Ceará, Bahia, Piauí, Alagoas, Rio Grande do Norte, Maranhão, Goiás e Rio Grande do Sul. Segundo a portaria, caberá ao Secretário Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Tadeu Alencar, e ao Comandante da Força Nacional adotar as providências visando à efetivação da medida.

No sábado, véspera dos ataques terroristas ao Palácio do Planalto, no STF e no Congresso Nacional, Dino autorizou utilização da Força Nacional na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, para evitar protestos organizados por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, que não aceitaram o resultado das eleições presidenciais.

Com os ataques, no entanto, Dino passou a sofrer críticas por possíveis falhas. Entre elas, o ministro admitiu que só havia 140 agentes da Força Nacional disponíveis para complementar o esquema de segurança. O restante do contingente, cerca de 500 homens, estava em missões em outros estados.

Além disso, há uma avaliação de que Dino falhou ao confiar na palavra e no plano de segurança de Ibaneis Rocha, governador do DF afastado do cargo por determinação do ministro Alexandre de Moraes (STF) após os ataques. Rocha é um dos governadores que tinham boas relações com Bolsonaro.

No domingo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou o decreto de intervenção federal na segurança pública. Segundo o presidente, a intervenção vale para todas as decisões relativas à segurança pública e é necessária porque policiais militares, que respondem ao governador do DF, Ibaneis Rocha, foram lenientes para conter os manifestante