A Marcha das Mulheres contra Trump se tornou 'indispensável' nos EUA

Andréa Martinelli
Centenas de milhares marcham pela Avenida da Pensilvânia durante a Marcha das Mulheres em Washington, DC, em 21 de janeiro de 2017.

21 de janeiro, um ano depois.

Nesta mesma data, em 2017, milhares de mulheres tomaram as mesmas avenidas de Washington D.C que Donald Trump não conseguiu preencher no dia de sua posse como o 45º presidente dos Estados Unidos. Segundo os organizadores, à época, mais de três milhões de pessoas marcharam por todo o país para mostrar a insatisfação com a agenda ultraconservadora do novo presidente e como uma nasty woman (mulher desagradável, em tradução livre) realmente se parece.

E o ano que passou não foi fácil para as mulheres norte-americanas.

Trump, que professou aos quatro ventos "grab them by the Pussy" ("Agarre-as pela buceta") e foi alvo de denúncias de assédio durante as eleições, indicou apenas três mulheres para cargos oficiais e logo no terceiro dia de governo limitou auxílio financeiro a ONGs estrangeiras que realizam abortos. E 2018 não começa diferente: "Como vocês sabem, Roe versus Wade resultou em uma das legislações mais permissivas sobre aborto em qualquer lugar do mundo", disse o presidente em discurso na "March of Life", marcha de grupos antiaborto, nesta semana.

Ao mesmo tempo, 2017 trouxe a primeira marcha das mulheres contra Trump que contagiou o movimento feminista ao redor do mundo e o início do movimento #MeToo em Hollywood que, a partir da mobilização contra o produtor Harvey Weinstein gerou uma onda de denúncias de assédio sexual não só no mundo do entretenimento. Desde então, segundo a Vox, as organizadoras da marcha original adotaram uma abordagem ampla, produzindo eventos em parceria foco em justiça racial, deficiência e direitos LGBTQ.

Em outubro do ano passado, as organizadoras Tamika Mallory, Linda Sarsour, Carmen Perez e Bob Bland, juntamente com outros, planejaram uma convenção em Detroit, e que mais de 4.000 pessoas participaram de paineis sobre candidatura de mulheres a cargos políticos, enfrentamento do racismo e puderam ouvir mulheres como Tarana Burke, criadora do movimento...

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