Forças iraquianas realizam nova operação em Mosul, diz polícia

MOSUL, Iraque (Reuters) - Forças iraquianas disseram ter realizado novas incursões nesta segunda-feira na Cidade Antiga de Mosul, após mais de duas semanas de apenas pequenos avanços e um alto número de mortes civis terem aparentado gerar uma mudança nas táticas.

Uma explosão em 17 de março que matou entre 60 e 240 pessoas, de acordo com informações conflitantes, coloca dúvidas sobre uma ofensiva apoiada pelos Estados Unidos para afastar militantes do Estado Islâmico da segunda maior cidade do Iraque, e o porta-voz do Parlamento falou sobre cessar operações até que mortes civis sejam evitadas.

A investida para retirar o Estado Islâmico de seu último grande reduto no Iraque recapturou, desde outubro, todo o lado leste de Mosul e metade do oeste, onde fica o quarto antigo de onde o Estado Islâmico proclamou seu califado, abrangendo grandes faixas do Iraque e Síria em 2014.

O número de mortes de civis aumentou no oeste de Mosul, mais populoso, à medida que militantes usaram casas para cobertura, atraindo ataques aéreos que mataram moradores.

Forças iraquianas discutiram novas táticas, que segundo uma autoridade militar norte-americana podem incluir a abertura de um segundo fronte e a tentativa de isolar a Cidade Antiga.

“A Polícia Federal e unidades de Resposta Rápida começaram a avançar na parte sudoeste da Cidade Antiga” em direção à área da mesquita al-Nuri, informou a polícia em comunicado nesta segunda-feira.

O chefe da Polícia Federal do Iraque, tenente-general Raed Shakir Jawdat, disse que novos avanços, apoiados por ataques aéreos, estavam sendo auxiliados por “alvos precisos de posições selecionadas” providenciadas pela inteligência.

"O objetivo de nosso avanço é proteger vidas civis, infraestrutura e propriedades privadas”, disse segundo a TV estatal.

Outra autoridade da Polícia Federal disse que ataques foram “o começo de operações para isolar a Cidade Antiga e prevenir o Estado Islâmico de receber reforços e fugir”.

O objetivo, segundo ele, é “apertar o laço” em torno do Estado Islâmico.

 Repórteres da Reuters em solo viram helicópteros realizando ataques aéreos.