Forças israelenses buscam autores de novo ataque que causou três mortos

Forças de segurança israelenses no local de atentado na cidade de Elad, em 5 de maio (AFP/JACK GUEZ) (JACK GUEZ)

A polícia israelense continua, nesta sexta (6), em busca dos autores do sangrento ataque de quinta-feira (5) perto de Tel Aviv, no qual três pessoas morreram.

O ataque, o sexto desde 22 de março, ocorreu em Elad (centro), uma cidade de cerca de 50.000 habitantes, muitos deles ultraortodoxos, perto de Tel Aviv. Foi cometido exatamente no dia em que se celebrava a criação do Estado de Israel.

A polícia lançou um apelo para obter informações sobre os agressores, após divulgar fotos e nomes dos palestinos suspeitos de terem cometido o ataque, que também deixou quatro feridos, três deles em estado grave, segundo a Magen David Adom (MDA), equivalente israelense da Cruz Vermelha.

Os dois jovens procurados, Assad Yusef Al-Rafai, de 19 anos, e Tzabhi Amad Abu Shakir, 20, são originários da cidade de Rumana, no setor de Jenin, no norte da Cisjordânia, território palestino ocupado por Israel, segundo um comunicado da polícia.

"A cena do ataque era complexa", de acordo com o socorrista da MDA Alon Rizkan, que disse ter visto um homem de 40 anos morto perto de uma rotatória; outro inconsciente em um parque adjacente e que acabou sendo declarado morto; e um terceiro que sucumbiu aos ferimentos.

As três vítimas do ataque são Yonatan Habakuk, de 44 anos, Boaz Gol, de 49, ambos moradores de Elad, e Oren Ben Yiftah, de 35, morador de Lod (centro), anunciou o primeiro-ministro israelense, Naftali Bennett, no Twitter.

"Os terroristas e aqueles que os apoiam pagarão o preço", acrescentou.

O ministro da Defesa, Benny Gantz, anunciou um bloqueio da Faixa de Gaza e da Cisjordânia ocupada até domingo (8) para "impedir que os terroristas escapem" para o território palestino.

- Ataque "odioso" -

Os movimentos islâmicos armados palestinos Hamas e Jihad Islâmica "celebraram" o que chamaram de ataque "heroico", chamando-o de "reação" às recentes tensões em Jerusalém.

O presidente palestino, Mahmud Abbas, condenou, por sua vez, "o assassinato de civis israelenses", fato que "conduz a uma deterioração da situação", informou a agência palestina de notícias Wafa.

O secretário de Estado americano, Antony Blinken, também condenou "com veemência" o "ataque horrível" e "particularmente odioso, em um momento em que Israel comemorava seu feriado de independência".

O ataque de Elad eleva para 18 o número de mortos em ataques anti-israelenses desde 22 de março, alguns cometidos por árabes israelenses e outros por palestinos.

Em resposta, o Exército israelense fez várias operações na Cisjordânia ocupada, marcadas por confrontos sangrentos. No total, pelo menos 26 palestinos foram mortos, incluindo os autores dos ataques.

Além disso, desde meados de abril, confrontos recorrentes entre a polícia israelense e manifestantes palestinos causaram quase 300 feridos, a grande maioria palestinos, na Esplanada das Mesquitas.

Localizada em Jerusalém Oriental, área ocupada por Israel desde 1967, a esplanada é o terceiro lugar sagrado do Islã, e o mais sagrado do judaísmo, sob o nome de Monte do Templo.

"Esta operação (em Elad) mostra a raiva do nosso povo pelos ataques da ocupação (israelense) a locais sagrados muçulmanos", declarou Hazem Qassem, porta-voz do Hamas, o movimento islâmico que controla a Faixa de Gaza, um enclave palestino de 2,3 milhões de habitantes.

Na quinta-feira (5), houve novos confrontos perto da mesquita de Al-Aqsa, na Esplanada das Mesquitas. Os fiéis judeus queriam entrar no local, por ocasião do 74º aniversário da criação do Estado de Israel, segundo o calendário hebraico, data que coincidiu com o fim das celebrações muçulmanas do Eid al-Fitr.

Para os palestinos, o aniversário da declaração de independência de Israel em 1948 marca a "Nakba", ou "catástrofe", quando mais de 700.000 palestinos fugiram, ou foram expulsos, durante a guerra em torno da criação do Estado de Israel.

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