Forças de Mianmar cercam manifestantes e Conselho de Segurança pede moderação

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Pessoas fogem durante protesto em Yangon

(Reuters) - O Conselho de Segurança das Nações Unidas concordou nesta quarta-feira em criticar a violência contra manifestantes de Mianmar e pedir ao Exército que demonstre moderação, mas China e Rússia ajudaram a barrar uma linguagem que denunciaria a tomada de poder dos militares como um golpe e ameaçaria ações adicionais.

Disparando gás lacrimogêneo e balas de borracha, forças de segurança de Mianmar cercaram centenas de manifestantes antijunta em dois distritos de Yangon na noite local desta quarta-feira, levando a embaixada dos Estados Unidos a pedir a retirada das forças.

Alguns manifestantes que conseguiram driblar os bloqueios montados pela polícia em ruas circundantes falaram em dezenas de presos e disseram que alguns dos que foram pegos foram espancados.

Mais de 60 manifestantes foram mortos e cerca de duas mil pessoas foram detidas por forças de segurança desde o golpe de 1º de fevereiro contra a líder eleita Aung San Suu Kyi, disse a Associação de Assistência a Prisioneiros Políticos.

Um porta-voz da junta não respondeu a um pedido de comentário. Os militares têm refutado as críticas às suas ações, como em períodos anteriores de controle do Exército em que a irrupção de protestos foi reprimida à força.

Os manifestantes pedem proteção e ação internacional contra a junta.

Um deles disse à Reuters da cidade litorânea de Myeik, no sul do país, que foi levado à base aérea local e espancado com cintos, correntes, varas de bambu e porretes.