Forças russas deixaram os arredores da cidade de Kharkiv

No octogésimo dia depois da invasão, as forças russas retiram dos arredores de Kharkiv, a segunda maior cidade ucraniana.

Segundo o Estado-maior ucraniano, as tropas russas estão a canalizar os esforços para a proteção de rotas de abastecimento, enquanto prosseguem com os ataques aéreos, de morteiros e de artilharia na província de Donetsk

De acordo com o americano Instituto para o Estudo da Guerra, as forças ucranianas não só evitaram que os russos cercassem Khrkiv, como conseguiram expulsá-los dos arredores da cidade.

Kharkiv, nas proximidades da fronteira russa, a 80 km da cidade russa de Bolgorod, era um alvo importante para a Rússia desde o início da ofensiva.

Os bombardeamentos sofridos pela população civil da região terão também cessado, segundo o governador regional, Oleh Sinegubov, enquanto as forças ucranianas lançaram uma contraofensiva perto da cidade de Izium, 78 milhas a sul de Kharkiv.

A siderurgia Azovstal, o último bastião da defesa ucraniana em Mariupol, permanece sob bombardeamento de artilharia pesada, enquanto as negociações para a retirada de soldados feridos do complexo continuam sem avanços.

Moscovo diz que atingiu mais de 500 alvos na Ucrânia este sábado, enquanto as forças ucranianas reivindicam vitórias em vários pontos do país.

Este sábado, uma delegação de senadores republicanos dos EUA, incluindo o líder do Senado, Mitch Mc Connell, encontraram-se em Kiev com Volodymyr Zelenskyy, num sinal de forte" apoio ao presidente e ao país.

Entretanto, o mundo inquieta-se pela segurança alimentar de muitas populações, dependentes dos cereais ucranianos que a Rússia impede de serem exportados.

Os governos do G7 disseram que o presidente russo estava a empurrar 43 milhões de pessoas para a fome, recusando-se a permitir que os cereais deixassem a Ucrânia através dos portos do Mar Negro.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros do Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e EUA condenaram Moscovo por fomentar uma crise alimentar.

"A guerra de agressão não provocada e premeditada da Rússia exacerbou as perspetivas económicas globais com o aumento acentuado dos preços dos alimentos, dos combustíveis e da energia", disseram eles numa declaração conjunta.

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