Forças de segurança do Sudão mobilizadas para contra-atacar protestos

·1 min de leitura
(Arquivo) O general Abdel Fatah al Burhan em 8 de dezembro de 2021 (AFP/Ebrahim HAMID)

O Sudão restringiu o acesso à internet antes dos grandes protestos previstos para sábado sábado contra o golpe militar, enquanto as forças de segurança estavam mobilizadas em Cartum para bloquear as pontes que ligam a capital aos subúrbios.

Os ativistas, que se organizam pela internet e que transmitem imagens ao vivo dos protestos, ficarão sem acesso às redes sociais, uma tática utilizada pelo general Abdel Fattah al Burhan, comandante das autoridades de transição, desde o golpe de Estado de 25 de outubro.

Os manifestantes convocaram os protestos com o lema "não às negociações" com o exército e exigência de que "os soldados retornem aos quartéis".

O governo do estado de Cartum advertiu que as forças de segurança "devem lidar com aqueles que infringem a lei e criam o caos".

As ruas do centro da capital e as pontes que ligam Cartum, através do rio Nilo, às cidades de Omdurman e Cartum Norte estão bloqueadas desde a noite de sexta-feira.

Ao menos 48 pessoas morreram na repressão dos manifestantes desde a tomada de poder pelos militares, segundo o Comitê Independente de Médicos. As forças de segurança usaram munição letal e gás lacrimogêneo contra os dissidentes.

O Sudão, um dos países mais pobres do mundo, tem um longo histórico de golpes militares e viveu poucos intervalos de governo democrático desde sua independência em 1956.

Mais de 14 milhões de pessoas, um terço da população do Sudão, precisarão de ajuda humanitária em 2022, segundo o Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU, o maior número em uma década.

bur/hj/mis/an/fp

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos