Forças-tarefas defendem que presidente siga lista tríplice para a PGR

FREDERICO VASCONCELOS
BRASÍLIA, DF, 24.06.2019 – JAIR-BOLSONARO-DF: Cerimônia de posse do ministro de Estado Chefe da Secretária-geral da Presidência e do presidente dos Correios – O presidente Jair Bolsonaro participa de cerimônia de posse do ministro do Estado Chefe da Secretária-geral da Presidência, Jorge Antônio de Oliveira, e o presidente dos Correios, Floriano Peixoto, realizado no Palácio do Planalto, em Brasília, nesta segunda-feira (24). (Foto: Mateus Bonomi/Agif/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Ministério Público Federal divulgou nota em que os procuradores das operações Greenfield, Zelotes e Lava Jato defendem que o presidente Jair Bolsonaro deve escolher para o cargo de procurador-geral da República um dos três nomes mais votados na lista tríplice da ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República). A nota sustenta que a lista "tende a promover a independência na atuação do procurador-geral em relação aos demais Poderes da República, evitando nomeações que restrinjam ou asfixiem investigações e processos que envolvem interesses poderosos". Neste ano, é primeira vez que a eleição interna é desacreditada pelo grupo que está no comando da Procuradoria. A atual ocupante do posto, Raquel Dodge, não concorreu na eleição feita pela categoria para a escolha dos três nomes a serem indicados a Bolsonaro. No pleito, ocorrido na semana pasdada, foram mais bem votados os procuradores Mario Bonsaglia, Luiza Frischeisen e Blal Dalloul. Bolsonaro não é obrigado a seguir a lista, mas todos os presidentes têm respeitado essa tradição desde 2003. Ele já afirmou que "todos que estão dentro e fora da lista" têm chances.