Fora da campanha de Garcia, Doria nega ressentimento: “Vou ficar longe da política”

João Doria visitou o Museu do Ipiranga ao lado da senadora Mara Gabrilli, vice na chapa de Simone Tebet; ex-governador afirmou que torce por Rodrigo Garcia (Foto: Gustavo Basso/Yahoo! Notícias)
João Doria visitou o Museu do Ipiranga ao lado da senadora Mara Gabrilli, vice na chapa de Simone Tebet; ex-governador afirmou que torce por Rodrigo Garcia (Foto: Gustavo Basso/Yahoo! Notícias)

O ex-governador de São Paulo João Doria negou ressentimentos com Rodrigo Garcia (PSDB), atual mandatário e candidato à reeleição. Padrinho político de Garcia no partido, Doria deixou o governo com alta rejeição e não aparece na campanha do tucano.

Doria, no entanto, diz não ter nenhum problema e garante que está torcendo por Rodrigo Garcia.

“Primeiro que eu não estou em campanha. Voltei ao setor privado. A campanha é do Rodrigo Garcia, tem que fazer o que é bom para a campanha e para a vitória. Entendo com naturalidade e torço pela vitória”, afirmou nesta sexta-feira (9).

João Doria esteve no Museu do Ipiranga ao lado da candidata à vice na chapa de Simone Tebet, a correligionária Mara Gabrilli (PSDB). “Vou ficar longe da política, perto do setor privado e dos amigos que conquistei, como a Mara”, disse.

Questionado se teria se arrependido de não se candidatar à reeleição no estado, o ex-governador também negou. “Sem arrependimentos, sem tristeza, sem ódio. O tempo que passou, passou, agora é olhar para frente. É assim que o Brasil deve caminhar, para frente”, declarou.

Atualmente, Garcia aparece em terceiro lugar nas pesquisas, em empate técnico com o segundo colocado, Tarcísio de Freitas (Republicanos). No levantamento Ipespe divulgado nesta sexta, Fernando Haddad (PT) apareceu com 36%, enquanto Tarcísio tinha 21% e Rodrigo Garcia, 16%. A margem de erro é de 3 pontos, o que configura empate técnico entre o segundo e terceiro colocados.

Morte de petista por bolsonarista

Também durante a visita, Mara Gabrilli comentou o caso de violência política no Mato Grosso. No último dia 7, um apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL) matou um eleitor de Lula a facadas durante uma discussão sobre política.

“A gente tem um presidente que fomenta o ódio diariamente. E o presidente do país tem que ser um exemplo e, infelizmente, muita gente tá seguindo o péssimo exemplo que ele está dando. Tem que ser exemplo de acolhimento, de amor, de moral, de ética. Tudo isso, infelizmente, não está acontecendo, está acontecendo o contrário”, disse a vice na chapa de Simone Tebet.

“O que a gente precisa para melhorar é trocar de presidente”, afirmou.

Sobre a possibilidade de perder o governo do estado de São Paulo, Mara Gabrilli diz que vê o cenário com dificuldade. “A gente sabe que todos os partidos têm suas crises, seus altos e baixos. Se, por um lado, perder o governo do estado, por outro, está inovando, porque colocou pela primeira vez uma mulher como vice, ainda uma mulher tetraplégica para disputar a presidência da República. Então, às vezes perde de um lado e ganha do outro.”