Fora da TV, Lala Deheinzelin, de 'Vale tudo', é futurista e já fez trabalhos para a ONU

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Conhecida na TV pelo papel de Cecília, em "Vale tudo" (1988), uma das primeiras personagens lésbicas das novelas brasileiras, Lala Deheinzelin atua em uma área bem diferente hoje em dia. A ex-atriz é futurista e a profissão nada tem a ver com bola de cristal, mas com captar tendências da sociedade.

"Eu era uma artista multimídia, fazia teatro, cinema, música. Trabalhava também com publicidade, e dessa combinação fui trabalhar com grandes corporações, criando estratégias de comunicação usando linguagens artísticas, o que na época não existia. No final dos anos 1990, eu fui para o terceiro setor, que tinha um papel muito importante no Brasil, trabalhando no desenvolvimento de territórios. Daí eu fui pra ONU, muito por causa dessa minha experiência tão diversa, de inovação, que fez eu me tornar futurista em 1995", disse a atriz no programa "Entrevista", do Canal Futura.

A paulista, de 62 anos, que teve o último papel na telinha exibido em 1992 na minissérie "As noivas de Copacabana", especializou-se em economia.

"Ao longo de todo esse tempo, em todas essas áreas, eu fui vendo que sempre tinha uma bola fora. A gente dizia 'claro, vamos mudar o mundo! Mas e a economia?'. E foi por isso que eu acabei enveredando para a questão de novas economias", explicou.

Mesmo numa área distinta hoje, a experiência com as artes são fundamentais para a forma como a pesquisadora analisa o mundo.

"Eu sempre achei que as coisas são mais possíveis de serem resolvidas do que a gente imagina. Fui estudar biologia, pra entender a nossa natureza, e história, pra entender o que é que a gente já tinha feito. Acabei no campo da cultura, que é um pouco a mistura dessas duas coisas, é o caldo em que a gente está imerso. Estar envolvida com a cultura me permitia estar envolvida com a nossa lente de compreender o mundo".

A nova temporada do "Entrevista", do Canal Futura, é apresentada por Sandra Chemin, dirigida por Cristiano Reckziegel, e discute o profissional do futuro. Cada episódio aborda o surgimento de novas profissões, necessidade de reaprender a nos comunicar até a ausência de escritório, questões que reascenderam com a Covid-19. O programa é exibido de segunda a sexta, às 20h45, e disponibilizados no Globoplay.