Fora de plano, jornalista e setor da construção civil são incluídos para vacinação nos estados

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***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP - 17.05.2021 - A cidade de São Paulo começa a vacinar nesta segunda-feira (17) as grávidas e as puérperas com a vacina da  Pfizer contra a covid-19. A vacinação ocorreu no Allianz Parque e contou com a presença do prefeito Ricardo Nunes depois da morte do Bruno Covas.  (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP - 17.05.2021 - A cidade de São Paulo começa a vacinar nesta segunda-feira (17) as grávidas e as puérperas com a vacina da Pfizer contra a covid-19. A vacinação ocorreu no Allianz Parque e contou com a presença do prefeito Ricardo Nunes depois da morte do Bruno Covas. (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)

Estados decidiram incluir como prioritários para receber a vacina contra a Covid-19 jornalistas (caso de Maranhão e Mato Grosso) e trabalhadores da construção civil (Maranhão e Mato Grosso do Sul). 

As duas categorias não constam do Plano Nacional de Imunização, do Ministério da Saúde, no rol de grupos que deveriam receber primeiro a imunização. Também estão sendo imunizados em alguns estados novos grupos, esses sim previstos no PNI, como moradores de rua, caminhoneiros e trabalhadores de portos, ferrovias e aeroportos. 

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No Maranhão, o governador Flávio Dino (PC do B) anunciou na sexta-feira (28) a inclusão dos profissionais de empresas de comunicação entre os grupos prioritários. 

A vacinação valerá não apenas para jornalistas, mas para todos os funcionários de rádios, jornais, portais jornalísticos e emissoras de televisão, incluindo auxiliares administrativos, motoristas e auxiliares de serviços gerais. 

O governo maranhense iniciou também a vacinação de profissionais da construção civil, outra categoria não prevista no plano de vacinação do Ministério da Saúde.  

O Plano Nacional de Vacinação contra a Covid-19 é composto por 29 grupos prioritários, o que inclui idosos, pessoas com comorbidades, indígenas, ribeirinhos, quilombolas, pessoas com deficiência permanente, população carcerária e população de rua. 

Também estão incluídas categorias profissionais como os trabalhadores da saúde, educação, forças de segurança e trabalhadores do setor de transporte, incluindo caminhoneiros e portuários. 

Em Cuiabá, a prefeitura iniciou na quinta-feira (27) a vacinação de profissionais que atuam em veículos de comunicação. 

Repórteres, fotógrafos, cinegrafistas, profissionais envolvidos na cobertura do dia a dia da capital mato-grossense e assessores de imprensa foram incluídos nos grupos prioritários de vacinação por exercerem uma atividade considerada essencial. 

Segundo a Secretaria da Saúde, a priorização de jornalistas para a vacinação foi decidida pelo prefeito Emanuel Pinheiro (MDB). 

"Entendo que são profissionais que estão trabalhando na linha de frente, a informação é uma necessidade. Cuiabá, dia e noite, trabalha para garantir a vacinação de toda a população", disse o prefeito. Os profissionais receberam a primeira dose dos imunizantes da Pfizer ou Astrazeneca e deverão ter o ciclo vacinal composto em três meses, com a segunda dose. 

A estimativa da Secretaria da Saúde é que cerca de 700 pessoas sejam vacinadas. O número, porém, pode variar, já que as empresas de comunicação tiveram prazo até sexta (28) para enviar à pasta a relação de funcionários com registro na Delegacia Regional do Trabalho aptos a serem imunizados. 

A medida é válida apenas para profissionais que morem em Cuiabá. Jornalistas que residem em Várzea Grande, na Baixada, e trabalham na capital não estão incluídos na lista dos elegíveis à vacinação. 

A lista com os nomes é critério para que o cadastro no site da campanha de vacinação seja validado e liberado para agendamento dos profissionais, que continuarão a ser imunizados nesta semana. 

Antes de profissionais da imprensa, a Prefeitura de Cuiabá já tinha vacinado também outros grupos fora da lista dos prioritários na maior parte do país, como moradores de rua e catadores de recicláveis. 

Com mais de 30% da população vacinada contra a Covid-19 com a primeira dose, Campo Grande ampliou o público-alvo na última semana, incluindo caminhoneiros e trabalhadores industriais e da construção civil acima de 45 anos. Também já estão sendo vacinados os trabalhadores de transportes aéreo, aquaviário e ferroviário. 

Segundo o secretário da Saúde José Mauro Pinto de Castro Filho, apesar de conseguir expandir o público-alvo da vacinação mais rapidamente do que outras capitais, esses grupos prioritários elencados no plano nacional acabam atrasando a aplicação de doses. 

"Acredito que o critério por idade seja o único que deveria ser seguido", afirmou. Em paralelo, a cidade começa a vacinar pessoas com 57 anos ou mais, desde sábado (29). 

Castro aponta que a imunização de classes específicas acrescenta uma série de dificuldades às equipes, como checagem da documentação necessária para comprovar aderência aos grupos. Ele conta que, para definir o grupo de industriais, por exemplo, teve que checar os dados de diversas empresas da cidade e selecionar os CNPJs necessários para o cadastro prévio. 

O secretário atribui a elevada taxa de vacinação da cidade à grande oferta de locais para recebimento das doses e ao atendimento estendido até as 23h em alguns dias da semana. "Toda vacina que chega já vai para as unidades que conseguem vacinar no mesmo dia". 

Para conseguir a vacina em Campo Grande também é necessário fazer um cadastro prévio, o que diminuiu o tempo de atendimento das equipes nas unidades. 

A cidade do Rio de Janeiro começou na última semana a vacinar as pessoas em situação de rua, que fazem parte do grupo prioritário. A aplicação acontece no centro da cidade, em abrigos, centros de referência de assistência social, unidades de saúde básica e em ações do programa Consultório na Rua. 

A imunização de policiais, bombeiros, motoristas e cobradores de ônibus está suspensa desde 7 de maio, após uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que barrou a antecipação desses grupos no estado fluminense. Profissionais da educação também chegaram a ser excluídos, mas já voltaram para a lista. 

Colaborou Júlia Barbon, do Rio

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