Foragido, braço direito do 'Faraó dos bitcoins' participa de audiência na Justiça por videoconferência

Um dos réus pela morte do investidor Wesley Pessano, Daniel Aleixo Guimarães participa de uma audiência virtual nesta sexta-feira no processo no qual é acusado pelo homicídio, mesmo estando foragido. O pedido para que Aleixo — apontado nas investigações como braço direito de Glaidson Acácio dos Santos, o "Faraó dos bitcoins" —, acompanhasse a sessão foi feito por seu advogado, Carlos Daniel Dias André. O juiz do caso, Marcio da Costa Dantas, da 2ª Vara Criminal de São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos do Rio, autorizou a participação. Preso e réu no processo, Glaidson também participa da audiência, mas presencialmente.

Em seu pedido, a defesa de Aleixo alegou que o Supremo Tribunal Federal recentemente autorizou que um réu foragido participasse de uma audiência virtual, argumento acolhido pelo magistrado de São Pedro da Aldeia. "O fato é que o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, em decisão recente da lavra do Ministro LUIZ EDSON FACHIN, nos autos da medida cautelar no habeas corpus nº 214.916-SP, entendeu que não se pode considerar que determinado réu tenha promovido renúncia tácita ao direito de presença em audiência pela opção de permanecer foragido, tendo sua excelência deferido a liminar para autorizar o acusado não capturado a participar de audiência pela via remota", escreveu o juiz na decisão.

Daniel é o único dos 12 réus no processo que ainda não foi preso. O irmão dele — Filipe José Aleixo Guimarães — também é réu no processo. De acordo com as investigações do Ministério Público e da Polícia Federal, Glaidson mandava matar seus concorrentes no mercado de captação de clientes para investimentos em criptoativos. Ainda segundo apurado, os irmãos Aleixo chegaram a montar uma empresa de nome fantasia G.A.I, com capital inicial de R$ 5 milhões, para prestar os serviços como grupo de extermínio, mas sob o disfarce de serviços de inteligência, segurança e transporte de valores.

Glaidson é acusado de ser mandante da morte de Pessano. Segundo as investigações, Daniel Aleixo foi responsável por arregimentar comparsas para atuarem na execução da vítima. O trader foi morto a tiros dentro de um Porsche em São Pedro da Aldeia em agosto do ano passado.

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