Líder dos caminhoneiros, Zé Trovão é incluído na lista de procurados da Interpol

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Foto: Reprodução
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  • Bolsonarista está foragido no México desde agosto

  • O caminhoneiro é uma das principais lideranças da paralização da categoria

  • Ele deve se entregar na Embaixada brasileira ainda nesta quinta

O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou uma ordem judicial de difusão vermelha que inclui o caminhoneiro Marcos Antônio Pereira Gomes, o Zé Trovão, na lista de procurados da Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal). A ordem foi recebida pela Polícia Federal nesta quinta-feira (9).

Zé Trovão, uma das principais lideranças da paralisação dos caminhoneiros pelo Brasil, estava foragido e foi localizado em um hotel no México. Ele informou às autoridades que deve se entregar na Embaixada do Brasil ainda nesta quinta-feira.

Segundo registros da PF, o caminhoneiro deixou o país no dia 27 de agosto, após ser alvo de uma operação que buscava articuladores de atos antidemocráticos no dia 7 de setembro.

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A lista de difusão vermelha opera como um alerta para que países membros da Interpol saibam que há mandados de prisão pendentes contra criminosos em seus países de origem.

Atuação de Zé do Trovão na paralisação dos caminhoneiros

Do Méxio, o bolsonarista comandou as ações dos colegas e pediu que seus colegas “fechem tudo” nesta quinta-feira.

A declaração, feita em vídeo e postada em suas redes sociais, é uma resposta de Zé Trovão ao áudio divulgado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), pedindo que os caminhoneiros recuem e coloquem fim à paralisação. O líder do movimento, porém, afirmou que não será assim tão fácil.

“Se como chefe de Estado ele (Bolsonaro) acha que é prejudicial os caminhoneiros continuarem parados, a gente vai abrir um diálogo e voltar a trabalhar. Mas tem que abrir um dialogo. Não é simplesmente mandar um áudio que ninguém sabe se é dele”, declarou à revista Veja.

A paralisação dos caminhoneiros teve início depois das manifestações antidemocráticas lideradas por Bolsonaro no feriado de 7 de setembro. Os líderes do ato dizem apoiar as pautas do presidente, como os ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF).

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