Foragido por estupro e homicídio se escondeu em mata e viveu de caça por 2 meses

O homem acusado de estuprar e matar a tiros e pedradas, no interior do Ceará, passou dois meses foragido escondido na mata antes de ser preso em 2019. (Foto: Getty Images)
O homem acusado de estuprar e matar a tiros e pedradas, no interior do Ceará, passou dois meses foragido escondido na mata antes de ser preso em 2019. (Foto: Getty Images)

O vaqueiro José Pereira da Costa, acusado de estuprar e matar a tiros e pedradas a universitária Danielle Oliveira, no interior do Ceará, passou dois meses foragido escondido na mata antes de ser preso em 2019. Segundo a polícia, ele sobrevivia da caça.

O julgamento do homem conhecido com Zé do Valério começou nesta quarta-feira (25), mais de dois anos após o crime cometido em abril daquele ano. As informações são do g1.

A sessão do julgamento começou por volta das 10h no Fórum Clóvis Beviláqua, no Bairro Edson Queiroz, em Fortaleza. Até o fechamento desta matéria não houve atualização sobre a sentença. O homem está preso desde o dia 12 de julho de 2019, em Buriti dos Montes, no Piauí.

Antes da prisão do acusado, as buscas se estenderam por meses. Segundo a Secretaria da Segurança do Ceará, ele foi perseguido pelas cidades de Pedra Branca, onde o crime ocorreu, Independência, Crateús, Senador Pompeu e Buriti dos Montes, onde ele foi preso.

No dia 18 junho de 2019, a Polícia Civil localizou a motocicleta utilizada pelo acusado para fugir do local do crime. Na ocasião, a Secretaria da Segurança informou que o veículo havia sido achado próximo aonde o suspeito morava, na localidade de São Joaquim.

Três dias depois, uma equipe da Guarda Municipal de Crateús trocou tiros com Zé do Valério. Segundo o g1, o cerco foi montado com ajuda de moradores na noite anterior, na localidade Camará, em Buriti dos Montes, no estado do Piauí, a cerca de 55 km do município cearense.

Mesmo em meio à troca de tiros, o Zé do Valério conseguiu escapar. Na fuga, deixou cair uma sacola com vários pertences, dentre os quais panelas com restos de comida, garrafas de água e sandálias. Durante a fuga, ele teria invadido casas para roubar alimentos.

Relembre o caso

Zé do Valério teria matado Danielle com um tiro na cabeça, em um sítio vizinho ao da família, em São Gonçalo, onde trabalhava como vaqueiro.

A jovem desapareceu em 24 de abril de 2019, e seu corpo foi encontrado no dia seguinte, sem roupas e com um ferimento no olho esquerdo.

Segundo relatos de moradores à polícia, o homem estava armado quando invadiu a residência em São Joaquim, em Senador Pompeu.

Zé Valério também é apontado como suspeito de matar a comerciante Maria Solange Cezário, 39 anos, em Tauá, no ano de 2013.

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