Forças Armadas não duvidam das urnas eletrônicas, diz ministro da Defesa

Ministro da Defesa,  Paulo Sérgio Nogueira, afirma que Forças Armadas querem contribuir para transparência e segurança das eleições. (Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
Ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, afirma que Forças Armadas querem contribuir para transparência e segurança das eleições. (Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
  • 'Esse sistema eletrônico precisa sempre de aperfeiçoamento', disse Paulo Sérgio Nogueira

  • Forças Armadas integram Comissão de Transparência das Eleições

  • Em maio, relatório, assinado pela FA, atestou a segurança do processo eleitoral

Durante uma audiência da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, afirmou que as Forças Armadas “colaboram para a melhoria” das urnas eletrônicas, mas que não jogam dúvidas sobre sua validade.

“Sabemos muito bem que esse sistema eletrônico precisa sempre de aperfeiçoamento. Não há programa imune a um ataque, imune a ser invadido”, disse Nogueira nesta quarta-feira (6). "Não se está duvidando, ou achando isso ou aquilo outro. É simplesmente um espírito colaborativo. Esse é o espírito da equipe das Forças Armadas. Desde o início estamos sempre prontos, permanecemos colaborativos para melhoria do processo.”

As Forças Armadas estão entre os membros da Comissão de Transparência das Eleições, instaurada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em setembro de 2021. O objetivo do órgão é debater medidas para aumentar a transparência e a segurança do processo eleitoral.

Recentemente, o ministro tem buscado pressionar o acolhimento de medidas propostas pelos militares. O TSE, em resposta, reitera que o processo é seguro.

Segurança das urnas

Mesmo que recentemente muita dúvida sobre a segurança da urna eletrônica tenha sido levantada, inclusive pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), especialista já afirmaram diversas vezes que esse é o sistema mais seguro atualmente.

Em maio, o relatório final da Comissão Avaliadora do Teste Público de Segurança, que testou as urnas eletrônicas no país, concluiu que não houve violações ao sistema. O documento foi entregue pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Edson Fachin.

Entre os signatários do relatório, estavam as Forças Armadas, membro da comissão, além da Ordem dos Advogados do Brasil, do Congresso Nacional, da Polícia Federal, do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia e da Sociedade Brasileira de Computação, e mais três especialistas.

O relatório analisou achados apontados por investigadores externos em novembro de 2021.

"A análise dos processos, sistemas, subsistemas e componentes, avaliados continuamente de acordo com o cenário dinâmico de candidaturas, campanhas e divulgação de informações eleitorais garantirão a capacidade de rever os riscos de forma consistente, transmitindo a segurança e a confiabilidade aos eleitores para terem a certeza do valor do seu voto realizado, amparado pela Justiça Eleitoral", concluiu o documento.

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