‘Se consumo de oxigênio continuar subindo, é provável que situação de Manaus aconteça em todo o país’, prevê fornecedora

Redação Notícias
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MANAUS , Jan. 15, 2021 -- Two people carry the oxygen cylinder at an oxygen factory in Manaus of Amazonas, Brazil, Jan. 15, 2021. Brazil's northern state of Amazonas moved to send 235 patients hospitalized for COVID-19 to other states as its healthcare system was stretched to the limit, Governor Wilson Lima said Thursday.
   Hospitals in state capital Manaus are crowded and lack the oxygen needed to treat infected patients, he said. (Photo by Sandro Pereira/Xinhua via Getty) (Xinhua/Sandro Pereira via Getty Images)
Sistema de saúde de Manaus entrou em colapso no início do ano com o aumento no número de casos de covid (Photo (Xinhua/Sandro Pereira via Getty Images)

O presidente da Indústria Brasileira de Gases (IBG), Newton de Oliveira, alertou que o Brasil irá reviver a crise de Manaus (AM), onde pacientes com covid-19 morreram asfixiados após faltar oxigênio no estado no início do ano, caso a pandemia do novo coronavírus se agrave no país.

“Se os índices de consumo de oxigênio continuarem subindo e crescerem mais do que 15%, é bem provável que aconteça em todo o país aquela situação de o pessoal estar precisando de oxigênio e não ter”, afirmou Newton, em entrevista ao portal Metrópoles, na segunda-feira (8).

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“Se a demanda continuar crescendo nas proporções que vem crescendo, vai faltar produto [oxigênio hospitalar] ou vão faltar equipamentos para entregar produtos [como cilindros]. Esse é meu prognóstico. Não estou querendo assustar ninguém, é a situação real”, disse o empresário.

Caso medidas restritivas funcionem e a vacinação no país seja acelerada, o presidente da IBG destaca que a curva de crescimento da doença no país pode ceder.

Com 17 filiais em 10 estados do país, a IBG é a única empresa 100% brasileira do setor de gases do ar. A companhia divide o mercado com grandes multinacionais do setor, como as norte-americanas White Martins e Air Products, a francesa Air Liquide e a alemã Messer.

Em janeiro, diante do aumento de casos de covid-19 e consequente alta na taxa de hospitalizações, o sistema de saúde de Manaus entrou em colapso com a escassez de oxigênio.

O Brasil registrou 987 novas mortes pelo novo coronavírus e 32.321 casos da doença no sábado (6). Com isso, o total de mortos chegou a 266.398 e o de casos a 11.051.665, de acordo com o painel atualizado pelo Conass (Conselho Nacional dos Secretários de Saúde).