Fortaleza adota 'lockdown' a partir de sexta-feira para tentar conter coronavírus

Sérgio Roxo
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Camilo Santana, governador do Ceará
Camilo Santana, governador do Ceará

SÃO PAULO. O governador do Ceará, Camillo Santana, e o prefeito de Fortaleza, Roberto Claúdio, anunciaram que a capital do estado adotará o lockdown, com proibição da circulação de pessoas, a partir da próxima sexta-feira. A população só poderá sair às ruas para buscar serviços essenciais, como atendimento de saúde, farmácias e supermercados. Também serão adotado bloqueios nas entradas da cidade.

- Diante da situação de Fortaleza, tomamos a decisão conjunta de implantarmos um isolamento social rígido aqui na capital, com ações mais restritivas e controle da circulação de pessoas e veículos, restringindo ambientes públicos para diminuirmos a velocidade que esse vírus tem se propagado - afirmou Camilo em uma live ao lado de Cláudio.

Tanto o governador como o prefeito não usaram o termo lockdown. As restrições, que valem até o dia 20, são semelhantes às determinadas na semana passada pelo Justiça para São Luís.

Camilo também anunciou que o decreto que proíbe em todas as cidades do estado o funcionamento do comércio, bares e restaurantes será prorrogado até o dia 20. Foi determinado ainda que as pessoas que saírem às ruas sejam obrigadas a usar máscaras.

Na noite de segunda-feira, 96% dos leitos de UTI de Fortaleza destinados a pacientes com coronavírus estavam ocupados. No estado, o índice era de 93%.

O Ceará o terceiro estado do país com mais casos da doença, atrás apenas de São Paulo e do Rio. O estado tem 11.256 pacientes infectados, sendo que 8.342 estão em Fortaleza. Já foram registradas no Ceará 733 mortes por causa da doença.