Fortaleza: Governador petista declara apoio a Sarto e cola Wagner em Bolsonaro

Victor Farias
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Divulgação
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BRASÍLIA — Um dia após a definição do segundo turno, o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), entrou de vez na campanha pela prefeitura de Fortaleza. Ele declarou na noite desta segunda-feira apoio ao presidente da Assembleia Legislativa do Ceará (ALCE), Sarto (PDT), que tem como adversário o deputado federal Capitão Wagner (Pros), nome de oposição ao governo petista.

O endosso do governador ao candidato do PDT não é uma surpresa. O vice de Sarto, Élcio Batista (PSB), é ex-secretário da Casa Civil de Camilo e considerado braço direito do governador, e o pai de Camilo, Eudoro Santana, é um dos coordenadores da campanha de Sarto. Além disso, o presidente da ALCE é o candidato do atual prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), e dos irmãos Cid e Ciro Gomes, que são próximos do governador.

Camilo, no entanto, permaneceu distante da campanha no primeiro turno porque seu partido decidiu lançar a ex-prefeita Luizianne Lins (PT) na disputa. Ela ficou em 3º lugar e ainda não se pronunciou sobre apoio no segundo turno.

Por outro lado, Wagner é um dos principais nomes de oposição ao grupo político de Camilo no estado. Ele teve uma votação expressiva na eleição de 2016, quando foi ao segundo turno com Roberto Cláudio, e conta com o endosso do presidente Jair Bolsonaro, mas não se apoiou nele para seguir na disputa.

O apoio de Camilo é bem visto pela campanha de Sarto, uma vez que o governador tem boa avaliação em Fortaleza. Segundo pesquisa Ibope divulgada em 3 de novembro, o petista tem 51% de ótimo e bom e somente 15% de ruim e péssimo.

Em uma mensagem publicada em rede social na noite de hoje, Camilo fez elogios a Sarto e críticas a Wagner. Ele ressaltou que o candidato do Pros é apoiado pelo presidente Bolsonaro e afirmou que o deputado federal "representa o que há de pior na política: o ódio, a mentira, o desrespeito e a intolerância". O governador também afirmou que Wagner foi "responsável direto" por dois motins policiais, o último deles neste ano, acusação que o militar nega.