Fóssil inédito de dinossauro carnívoro é apresentado por pesquisadores no interior de SP

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Foto: Divulgação/Museu de Paleontologia de Monte Alto
Foto: Divulgação/Museu de Paleontologia de Monte Alto
  • Este é o primeiro carnívoro encontrado em Monte Alto

  • Município é famoso por descobertas e museu de paleontologia

  • Escavações terminaram em 2014, mas preparação só foi concluída agora

Um fóssil inédito de dinossauro, com mais de 70 milhões de anos de idade, foi apresentado por pesquisadores de Monte Alto, interior de São Paulo. O Kurupi itaata foi encontrado na zona rural do município.

O dinossauro em questão está na família dos abelissaurídeos e é o primeiro carnívoro encontrado na cidade, considerada terra dos dinossauros por conta de diversas descobertas de fósseis e por ter um museu de paleontologia.

O paleontólogo Fabiano Vidoi Ioro, um dos responsáveis pela descoberta, relata que a primeira parte do fóssil foi encontrada em 2002, mas que as escavaççoes só terminaram em 2014.

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"A princípio, eram ossos da bacia do dinossauro, e a gente veio identificar mais tarde que seria um dinossauro carnívoro. Daí nossos olhos brilharam e falamos que tínhamos que escavar mais, procurar novos ossos. Nessa escavação ao longo dos anos, achamos algumas vértebras que permitiram que a gente identificasse, após os estudos, que era um animal inédito", contou ao portal G1.

Os abelissaurídeos estão entre os maiores predadores da América do Sul, e são mais comuns na Argentina. Eles habitaram a região entre 145 milhões e 66 milhões de anos atrás.

"No Brasil, essa é a quarta espécie descrita que está sendo apresentada ao público", afirma Sandra Tavares, paleontóloga e coordenadora do museu.

"Os dinossauros carnívoros são bem raros. Tem pescoçudos descritos, mas esses terópodes, como é o caso do Kurupi, são muito raros. Então a alegria é imensa de achar um bicho dessa importância."

Desde o fim da escavação em 2014, os fósseis passaram por uma preparação para poderem ser expostos no Museu de Paleontologia. A demora para expor o material encontrado é por conta do trabalho minucioso necessário para separar os ossos das rochas em que estavam.

"A preparação do fóssil é uma das partes do estudo mais demorada. (...) Nesse tempo [de escavação], fomos preparando esse material em laboratório. O que acontece é que a rocha em que os fósseis estavam preservados é uma rocha muito dura, difícil de ser preparada. No campo nós utilizamos equipamentos de alto impacto: britadeira, marretas, ponteiros grandes; no laboratório, não. Já é feita a parte mais cautelosa, com ponteiros pequenos, martelos pequenos, canetas pneumáticas. É um trabalho bem demorado”, conta a coordenadora.

Com a pandemia de covid-19, o museu está fechado para visitação, mas imagens do dinossauro estão disponíveis nas redes sociais da Prefeitura de Monte Alto.

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