Fotógrafo carioca prepara documentário ‘fake’ com famosas como Leticia Spiller e Natália Lage

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“Uma história bem inventada fala mais verdades sobre nós mesmos do que se contarmos factualmente a nossa própria história.” Como uma esfinge que lança o seu enigma, a frase abre o próximo filme do fotógrafo carioca Ernesto Baldan, “Jack Tristano”, com lançamento previsto para o início do ano que vem. Depois de dirigir dois documentários, “Elza” (2008) e “Tudo é irrelevante, Hélio Jaguaribe” (2017), Baldan se aventura no estilo mockumentary (obra ficcional que simula um documentário) para narrar a busca pelo fotógrafo desconhecido que dá nome ao longa.

No filme, a escritora e roteirista Felipa Beijinhos (Sheila O’Callaghan) recebe, por engano, uma série de fotos de uma suposta modelo chamada Cat Blind (Vivi Orth) clicadas por Jack Tristano. Isso acaba por despertar a curiosidade dela sobre esses personagens e provoca o início de uma saga em busca do autor dos cliques. A história é toda costurada pelos depoimentos e imagens de famosas, como Natália Lage, Leticia Spiller, Luiza Brunet e Marina Dias, que interpretam a si mesmas para contar suas experiências com o tal Tristano.

A maior parte das celebridades já estava nos arquivos do fotógrafo que vinha, há alguns anos, produzindo também filmagens de seus ensaios. O nome do personagem misterioso, por sua vez, rememora um pseudônimo usado por ele em alguns trabalhos, nos anos 1980. Mas Ernesto adianta que não se trata de uma obra autobiográfica. “Um dos pontos do filme é falar sobre um tipo de fotografia que é muito pautada pelo relacionamento entre fotógrafo e fotografado. A modelo nunca é um manequim de vitrine. Ela se expressa”, diz. “É sobre uma escola de fotografia da qual faço parte.”

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