Fotógrafo registra fenômeno que deixa água fosforecente em praia gaúcha

·1 min de leitura

Um fenômeno natural chamado bioluminescência foi registrado, na noite de terça (18), pelo fotógrafo Sergio Ordobás, em Capão da Canoa, litoral do Rio Grande do Sul. O evento, que normalmente deixa ondas com cores fosforecentes, não é comum na região, e depende de fatores climáticos, como calor e excesso de nutrientes na água.

No seu Twitter, Ordobás classificou o momento como "fantástico" e relatou que moradores locais lhe disseram que nunca haviam visto o mar daquela cor. Segundo o oceanógrafo Rodrigo Mazzeloni, da Universidade do Vale do Itajaí, é mais fácil a bioluminescência ocorrer no verão e na primavera, por causa do calor. Além disso, é necessário um fator físico, como uma passagem de um navio ou a própria arrebentação do mar, para que os plânctons liberem as enzimas que resultam nessa coloração.

— Os plânctons ficam à deriva no oceano, assim como micro algas e água viva. Mas há um grupo específico de plâncton capaz de soltar essa luz. O evento depende, primeiro, de um ambiente favorável, como excesso de luz natural, calor ou de nutrientes na água. Em seguida, é necessário um fator físico, como ondas quebrando onde estão os plânctons, que então vão liberar enzimas que resultam na bioluminescência. Por isso é mais normal ver a coloração em cima de ondas — explicou Mazzeloni

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos