Foto de satélite revela partes da cidade que não receberam luz de LED

Uma imagem divulgada pela Agência Espacial Norte Americana (Nasa), feita pela Estação Espacial Internacional (ISS), mostra a mudança de cenário causada pela troca de lâmpadas na iluminação pública do Rio. A foto tirada no início de julho revela a discrepância de paisagem entre Niterói e Rio, e evidencia locais da cidade em que a iluminação LED ainda não foi implantada, como em partes da Zona Portuária, Ilha do Governador e Ilha do Fundão.

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Com a troca de lâmpadas feita pelo programa Luz Maravilha, grande parte das paisagens da cidade foram modificadas. O tom amarelado das paisagens foi substituído pelo efeito de luz branca da lâmpada LED. O projeto que iniciou a troca de iluminação pública carioca em fevereiro deste ano já substituiu cerca de 360 mil lâmpadas na cidade, o que corresponde a 80% da meta estabelecida pelo programa. O prazo para a modernização dos 450 mil pontos de luz existentes na cidade do Rio de Janeiro é dezembro de 2022.

Em maio, o GLOBO mostrou que, apesar das trocas, o número de reclamações sobre iluminação pública ainda liderava o ranking de queixas do carioca. Dados da Central 1746 revelam que, em relação ao ano passado houve um aumento de 20% nos pedidos de reparo de lâmpadas — apagadas, fracas ou piscando — no comparativo entre o período de janeiro a abril de 2021 (quando foram feitos 35.078 chamados) e os mesmos meses deste ano, que acumulam 42.119 reclamações.

Iluminação pública: mesmo com troca por LED, reclamações de lâmpadas queimadas crescem 20% no Rio

Na ocasião, o presidente da RioLuz, Pierre Batista disse que são múltiplos fatores que interferem na iluminação, como furto de cabos e instabilidade no circuito de energia.

— As luzes de LED não estão queimadas, mas apagadas. Um dos motivos das luzes piscarem é a situação da rede elétrica do Rio, que é muito antiga e obsoleta. A outra questão é o contínuo furto de cabos, transformadores e outros materiais que desestabilizam o sistema. Mesmo em vias onde os cabos são subterrâneos, a rede é totalmente interligada. Então, sempre pode haver interferência. A modernização da rede também está no escopo da PPP (parceria público-privada) da iluminação pública, mas é um processo que demora muito mais do que a troca das lâmpadas — afirma, acrescentando ainda que já foram substituídos 1 milhão e 350 mil metros de cabos.

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Parceria público-privada

Firmada em fevereiro de 2021, a PPP da iluminação pública também prevê a instalação, até o fim deste ano, de três mil sensores semafóricos, dez mil câmeras (quatro mil com reconhecimento facial), cinco mil pontos de wi-fi, além da troca de 34.500 mil postes da RioLuz por postes de fibra. A empresa Smart Luz é responsável por troca, suporte, manutenção e operação dos equipamentos, inclusive se adequando às novas tecnologias que, eventualmente, possam surgir nos 20 anos de contrato.

Em contrapartida, a Smart Luz é remunerada com 54,5% da arrecadação líquida da taxa de Contribuição para o Serviço de Iluminação Pública (Cosip). Segundo a RioLuz, a arrecadação líquida com a Cosip em 2021 foi de R$ 62 milhões, sendo cerca de R$ 34 milhões pagos à concessionária. A Smart Luz informa que, a partir do 12º ano de concessão, efetuará a troca das luminárias de LED novamente, uma vez que a vida útil delas é de cerca de 16 anos.

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