As fotos mais incríveis da Terra vista por satélites em 2019, segundo a NASA

Natalie Rosa

A NASA acaba de divulgar imagens incríveis captadas pelos seus satélites em 2019, mostrando como o planeta Terra vem mudando com o passar dos anos, tudo visto do alto. No ano passado, houve muitas catástrofes naturais, como queimadas na floresta amazônica e erupção de vulcões, e nada disso passou batido.

Veja a seleção nas imagens e descrições abaixo, e fique maravilhado com a beleza singular de nosso planeta!

Sedimentos em Solway Firth

Imagem: Reprodução/NASA

A primeira foto divulgada pela NASA, capturada em 2 de outubro de 2019 pelo satélite Landsat 8, mostra sedimentos em Solway Firth, conhecido como o terceiro maior estuário do Reino Unido e localizado na costa sudoeste da Escócia. Utilizando um Operational Land Imager (OLI), Normal Kuring, do grupo de biologia oceânica da agência, usou vários softwares e técnicas de filtragem de cores para extrair os detalhes na água.

Já os redemoinhos são reais, com Kuring apenas melhorando algumas tonalidades para poder destacar sedimentos e matéria orgânica dissolvidas. A imagem mostra, ainda, em pontos brancos e sombras simétricas, o parque eólico Robin Rigg, que entrou em operação em 2010 e é capaz de gerar até 174 megawatts de energia, o suficiente para abastecer 117 mil residências.

Com os dados obtidos nessa observação, os cientistas conseguem entender melhor como o movimento da água afeta detritos flutuantes e o sedimento.

Ciclone tropical Idai

Imagem: Reprodução/NASA

Em março do ano passado, o ciclone tropical Idai foi formado no sudeste da África, tornando-se uma das tempestades mais mortais já registradas a atingir o hemisfério sul. O desastre provocou alagamentos e deslizamentos de terra, causando muito estrago entre as regiões de Moçambique, Malawi e Zimbábue.

As imagem foi capturada no dia 24 de março, três dias após o fim da tempestade, mostrando como a região foi afetada pela falta de iluminação elétrica, com exceção do canto sudoeste. A construção da foto aconteceu com base nos dados obtidos pelo satélite Suomi NPP, controlado não só pela NASA como também pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica.

Delta do Rio Lena

Imagem: Reprodução/NASA

A NASA capturou ainda o delta do Rio Lena, um pantanal vasto que começa no nordeste da Sibéria e acaba no Oceano Ártico, surgindo por um curto verão depois de sete meses coberto de neve e gelo, que são derretidos quando a água é aquecida.

A foto foi tirada no dia 4 de junho do ano passado, também por um Operational Land Imager, mostrando as partes mais ativas e modernas do delta, além das mais antigas e secas. Com essas imagens de satélite, é possível para a ciência fazer o rastreamento de como as estações do ano podem afetar recursos hídricos da Terra, principalmente quando tantas mudanças climáticas vêm acontecendo rapidamente.

Queimadas no Brasil, Bolívia e Paraguai

Imagem: Reprodução/NASA

O ano de 2019 foi marcado por incêndios florestais na América do Sul, incluindo a região amazônica. Na imagem capturada pelo satélite Landsat, em agosto, é possível ver a atividade do fogo nas fronteiras entre o Brasil, Paraguai e Bolívia.

A foto foi criada pela combinação de dados da Operational Land Imager com luz visível e observações de luz infravermelha por ondas curtas, que destacam a atividade do fogo. Com a ajuda do sensor MODIS do satélite Aqua, foi descoberto que o incêncio começou no Paraguai e se espalhou pela Bolívia e pelo Brasil, em 19 de agosto.

De acordo com um estudo conduzido pela NASA também em 2019, a atmosfera acima da floresta amazônica começou a secar devido à ação humana, que queima as florestas para criar espaço na terra para a agricultura e pecuária. Com isso, as regiões ficam vulneráveis a incêndios e secas. Graças ao monitoramento florestal via satélite, é possível auxiliar na desaceleração do desmatamento, levando dados importantes a agências governamentais, cidadãos, mídia e cientistas.

Seca repentina no sudoeste dos Estados Unidos

Imagem: Reprodução/NASA

A NASA explica que as secas repentinas acontecem a partir de uma combinação de temperaturas quentes não-comuns, baixa umidade e ventos constantes, o que aconteceu em setembro do ano passado, provocando um clima com temperaturas recordes, ar seco e pouca chuva nos Estados Unidos.

A imagem mostra o período de seca entre 10 de setembro e 8 de outubro na região sudoeste, com observações feitas pelos satélites Aqua e Terra, e pelos satélites geoestacionários da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional. Essa combinação de ferramentas permite aos cientistas verificar a evapotranspiração, o quanto de água está evaporando da superfície da terra e das folhas das plantas.

Neve e poeira em Shiveluch

Imagem: Reprodução/NASA

Uma das zonas geologicamente mais ativas do planeta é o Anel de Fogo, que consiste em mais de 300 vulcões na península de Kamchatka, sendo 29 deles ainda ativos. Em 10 de abril de 2019, o vulcão Shiveluch subiu uma novem de gás e poeira por cerca de oito quilômetros pelo ar frio da Sibéria. O evento aconteceu por cerca de 30 minutos, com a pluma permanecendo no ar por 13 horas.

O tempo foi suficiente para que os satélites Aqua e Landsat 8, da NASA, os japoneses Himawari 8, e os europeus Sentinel 2 e 3 fizessem a captura de imagens.

Quatro ciclones tropicais

Imagem: Reprodução/NASA

No dia 4 de setembro de 2019, a NASA capturou uma imagem que mostra uma cadeia de quatro ciclones tropicais alinhados no hemisfério ocidental: Julliette, Fernand, Dorian e Gabrielle. De acordo com a agência espacial, o Dorian atingiu a categoria 5 de furacão no dia primeiro de setembro, enquanto se dirigia às Bahamas, causando dezenas de acidentes e bilhões de dólares de prejuízo.

Já o Julliette foi enfraquecido por uma tempestade tropical ao se afastar da costa mexicana, enquanto o Fernand havia acabado de chegar no México, causando inundações bastante graves na região. O furacão Gabrielle, no entanto, ficou ainda mais fortalecido no dia 4 de setembro, devido a uma tempestade tropical no leste do Atlântico, mantendo ventos de 80 quilômetros por hora.

A construção da imagem foi feita com base nos dados obtido pelo conjunto de satélites GOES, sendo bastante útil para que cientistas possam rastrear ciclones tropicais e prever em qual direção eles vão.

Tempestade de poeira na África Austral

Imagem: Reprodução/NASA

O sul da África é atingido por tempestades de poeira regularmente, o que aconteceu no dia 25 de setembro do ano passado. O satélite Suomi NPP conseguiu capturar as plumas de poeira que cobriram uma área bastante ampla ao norte e ao sul do rio Orange, que forma uma parte da fronteira entre a Namíbia e a África do Sul.

Fotos com tempestades de poeira também ajudam a analisar as mudanças climáticas.

Nuvens acima do polo norte

Imagem: Reprodução/NASA

Com a transição da primavera para o verão no hemisfério norte, faixas de nuvens costumam se formar na atmosfera nas altitudes mais elevadas do mundo. Imagens desse fenômeno foram capturadas em 12 de junho do ano passado, com a ajuda da sonda Aeronomy of Ice in the Mesosphere, da NASA, que mede a quantidade de luz solar que é refletida de volta ao espaço.

Desde 2007, quando o satélite foi lançado, os cientistas já conseguiram descobrir que essas nuvens, chamadas de noctilucentes, estão acada vez mais chegando a regiões mais baixas.

Eclipse solar total no sul do Pacífico

Imagem: Reprodução/NASA

No dia 2 de julho de 2019, aconteceu um eclipse solar total, quando a Lua se posiciona entre a Terra e o Sol com uma precisão específica a ponto de cobrir totalmente a nossa estrela durante sua passagem. E o satélite Aqua, da NASA, registrou a sombra do eclipse na Terra, especificamnte na região do sul do Pacífico, Chile e Argentina.

E se você quiser ver mais imagens de nosso planeta, capturadas por satélites da NASA, basta acessar o site oficial do Earth Observatory.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech: