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Cassação de Demóstenes Torres

Cassação de Demóstenes Torres
Ele era a encarnação do parlamentar ético. Opositor ferrenho, negociador com os governistas, articulador da lei da Ficha Limpa, ex-promotor de Justiça, possível a candidato à Presidência em 2014, sugerido como ministro do Supremo Tribunal Federal. Essa biografia virou farsa em fevereiro deste ano, quando escutas da Polícia Federal colocaram Demóstenes como um dos maiores aliados do bicheiro e empresário Carlinhos Cachoeira. Investigações apontaram o senador pelo DEM de Goiás como articulador político de uma quadrilha que facilitava jogo ilegal e subornava agentes públicos para viabilizar obras de uma construtora. A Procuradoria-Geral da República detectou cerca de R$ 3 milhões que teriam sido dados a Demóstenes pela quadrilha. Abriu-se uma CPI com deputados e senadores para investigar as denúncias, mas a comissão acabou ofuscada pelas eleições e terminou em um relatório com acusações genéricas a políticos, empresários e até jornalistas. Mas muito antes, em julho, o plenário cassou seu mandato por 56 votos a 19. Ele foi apenas o segundo senador a perder seu mandato em toda a história: o primeiro foi Luiz Estêvão, em 2000, por envolvimento com superfaturamento nas obras do Tribunal Regional do Trabalho em São Paulo. O ex-parlamentar está inelegível até 2027, quando terá 66 anos. Ele reassumiu seu cargo de procurador em Goiás. (Foto: Beto Barata/Estadão Conteúdo)

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20 de dezembro de 2012

Relembre os fatos mais importantes e os eventos mais chocantes de 2012.