Foxconn tenta retomar produção na China após restrições por Covid-19

TAIPÉ (Reuters) - A Foxconn, maior fabricante de produtos eletrônicos do mundo, disse nesta segunda-feira que está trabalhando para retomar a produção total em uma grande fábrica em Zhengzhou, na China, o mais rápido possível, após medidas a vigência de restrições sanitárias contra a Covid-19. A companhia também revisou perspectivas de desempenho no quarto trimestre para baixo.

“A Foxconn agora está trabalhando com o governo em um esforço conjunto para acabar com a pandemia e retomar a produção em sua capacidade total o mais rápido possível”, disse a empresa.

Em um comunicado divulgado ao mesmo tempo, a Apple, importante cliente da Foxconn, disse que espera produção menor do iPhone 14 Pro e iPhone Pro Max do que o previsto anteriormente, já que as medidas de isolamento social na China interromperam a produção em Zhengzhou.

A Foxconn anteriormente mantinha um "otimismo cauteloso" para o quarto trimestre e afirmou nesta segunda-feira que "revisará para baixo" suas perspectivas devido aos eventos em Zhengzhou.

No entanto, a empresa informou que as vendas de outubro subiram 40,97% em relação ao ano anterior, um recorde para o período, mas caíram 5,56% em relação a setembro.

"Beneficiando-se do lançamento de novos produtos em outubro, da demanda estável pelos principais produtos e forte atividade no mercado de servidores, a receita em todos os quatro principais segmentos de produtos cresceu", disse a Foxconn, referindo-se a produtos de computação, produtos eletrônicos inteligentes e centrais de processamento de dados e produtos de rede.

Hardwares, dispositivos eletrônicos inteligentes e produtos de computação em nuvem apresentaram crescimento de dois dígitos no mês passado, em comparação com o mesmo período do ano passado, acrescentou a empresa.

A Foxconn divulga os resultados do terceiro trimestre em 10 de novembro.

A empresa é a maior fabricante de iPhones, respondendo por 70% das vendas do aparelho globalmente. A Foxconn produz a maioria dos aparelhos na fábrica de Zhengzhou, onde emprega cerca de 200 mil pessoas, embora tenha outros locais de produção menores na Índia e no sul da China.

(Por Ben Blanchard)