França acredita ter superado pico da segunda onda de covid

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Profissional da Cruz Vermelha francesa, antes de fazer um teste de antígeno para covid-19 em 19 de novembro de 2020, em Saint-Gilles, sudeste da França
Profissional da Cruz Vermelha francesa, antes de fazer um teste de antígeno para covid-19 em 19 de novembro de 2020, em Saint-Gilles, sudeste da França

A França parece ter superado o pico da segunda onda da pandemia da covid-19 - anunciou a Agência Nacional de Saúde nesta sexta-feira (20), apesar de a situação continuar sendo delicada.

"Embora os indicadores se mantenham em níveis elevados, sua observação sugere que o pico epidêmico da segunda onda foi superado", disse a Agência Francesa de Saúde em um comunicado.

O presidente Emmanuel Macron deve fazer um pronunciamento à nação na próxima terça-feira (24), às 20h locais (16h em Brasília), no qual anunciará a suspensão de algumas restrições.

Segundo o primeiro-ministro francês, Jean Castex, a melhora da situação epidemiológica permite contemplar uma reabertura dos pequenos comércios em torno de 1o de dezembro.

Os dados epidemiológicos melhoraram particularmente nas primeiras cidades onde restrições foram tomadas, incluindo o toque de recolher noturno.

Os primeiros toques de recolher noturnos foram decretados em 17 de outubro em algumas das principais cidades da França, como Paris, Lyon e Marselha, diante de um forte aumento no número de casos de covid-19.

E, em 30 de outubro, a França, que já ultrapassou 47.000 mortes desde o início da epidemia, voltou a decretar um confinamento generalizado, pela segunda vez, embora mais flexível do que o da primavera (outono no Brasil).

Creches, escolas e faculdades permanecem abertas com um protocolo sanitário reforçado para que muitos pais possam continuar trabalhando. Já lojas "não essenciais" estão fechadas, assim como cinemas, museus, teatros e academias.

A agência francesa de saúde estima que essas medidas tiveram "um efeito direto". Isso parece se evidenciar pela "temporalidade entre a aplicação do primeiro toque de recolher e a inversão da tendência cerca de dez dias depois".

Na semana de 9 a 15 de novembro, houve uma queda simultânea no número de novos casos confirmados de contaminação (-40%), de hospitalizações (-13%) e de internações em terapia intensiva (-9%).

O número de mortes "parece se estabilizar pela primeira vez após várias semanas de aumento": 3.756 na semana de 9 a 15 de novembro, em comparação com 3.817 no mesmo intervalo anterior.

É também a primeira vez, desde o início da segunda onda, que as hospitalizações e internações em terapia intensiva diminuíram de semana para semana: 17.390 contra 19.940 na semana anterior para a primeira, e 2.761 contra 3.037 para a segunda.

Por último, 182.783 novos casos de covid-19 foram confirmados durante a semana de 9 a 15 de novembro, em comparação com 305.135 na semana anterior.

Apesar desta melhoria, as autoridades pedem aos franceses que não baixem a guarda e continuem a adotar as medidas preventivas.

"Estes resultados animadores (...) não devem nos fazer esquecer que, à espera de tratamentos e vacinas, o único meio de conter a pandemia e reduzir seu impacto no sistema de saúde e na mortalidade continua sendo a adoção de medidas preventivas individuais, combinada com medidas coletivas", acrescenta a agência.

pr-meb/mar/tt