França adota autotestes para evitar lotação em farmácias e laboratórios

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O uso dos autotestes é recomendado antes de reuniões familiares e amigos e se tornou a principal arma de controle da epidemia nas escolas do país, diante da propagação acelerada da variante ômicron. No Brasil, a Anvisa também avalia a possibilidade de adotar os testes caseiros.

Taíssa Stivanin, da RFI

A cena tornou-se comum nas ruas francesas: todos os dias, em frente aos laboratórios e farmácias, filas quilométricas se formam para a realização de testes de antígenos ou de um PCR para detectar o SARS-CoV-2. Com a chegada da ômicron à França, em dezembro, o número de contaminações explodiu: quase 370 mil em 24 horas, de acordo com um balanço da Santé Publique France, a Agência Nacional de Saúde Pública francesa.

Essa situação levou o governo francês a mudar sua estratégia para identificar os novos casos de Covid-19. “A dificuldade quando enfrentamos uma onda epidêmica como a da ômicron é que não temos como testar todo mundo”, diz Martial Fraysse, membro da Academia Francesa de Farmácia. Segundo ele, cerca de um milhão de testes são realizados diariamente na França e 300 mil são positivos.

O país produz autotestes, mas importa o restante da China, dos Estados Unidos e da Alemanha para suprir a demanda. “Estamos sobrecarregados e a única solução é a utilização do dispositivo. É uma maneira individual e familiar de gerenciar a epidemia dentro da comunidade”, reitera Fraysse. O produto pode ser encontrado nas farmácias e, desde o início do ano, nos supermercados franceses.

Noruega foi pioneira nos autotestes


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