França anuncia morte e prisão de líderes do EI no Sahel

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(Arquivo) Emblema da força anti-extremista francesa no Sahel, Barkhane

Vários líderes do grupo extremista Estado Islâmico no Grande Saara (EIGS) morreram ou foram presos nas últimas semanas pela força francesa Barkhane e seus aliados, anunciou nesta sexta-feira (2) a ministra francesa de Defesa, Florence Parly.

No momento em que a França se dispõe a reduzir seus soldados na região do Sahel, a ministra também insinuou que a cooperação de seus militares com as forças do Mali -- suspensa após o golpe de Estado de maio no Mali -- pode ser retomada em breve.

"Trabalhamos para uma retomada rápida desta cooperação", afirmou Parly em coletiva de imprensa. Até o momento, as organizações extremistas que operam no Sahel continuam perdendo seus chefes, afirmou ela.

A ministra destacou que recentemente morreu Abdelhakim al Sahraoui, "figura muito midiática do EIGS e conhecido pela sua aplicação muito rígida da sharia" e seus vídeos de decapitação. "Tivemos a confirmação de sua morte em maio, em circunstâncias ainda desconhecidas", explicou.

Durante uma operação de Barkhane realizada em junho em territórios da Nigéria e do Mali da grande região de Liptako, dois tenentes do emir do EIGS, Adnan Abou Walid Sahraoui, foram capturados. Eles são Sidi Ahmed Ould Mohammed, conhecido como Katab al Mauritani, e Dadi Ould Chouaib, conhecido como Abou Dardar, cuja detenção já foi anunciada anteriormente.

No início de junho, a França anunciou a morte de Baye Ag Bakabo, líder do grupo Al-Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI), responsável pela morte em 2013 de dois jornalistas franceses.

Em junho de 2020, as forças francesas também mataram o chefe histórico do AQMI, o argelino Abdelmalek Droukdal.

A França se prepara para iniciar uma retirada progressiva do Sahel. A força Barkhane (5.100 homens atualmente) desaparecerá e será substituída por um dispositivo focado na luta antiterrorista e no monitoramento do combate dos exércitos locais.

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