França condiciona passaporte sanitário a doses de reforço para maiores de 65 anos

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Passageira mostra passaporte sanitário antes de embarcar em trem no sul da França, em 21 de julho de 2021 (AFP/PHILIPPE DESMAZES)

Os maiores de 65 anos que quiserem conservar o passaporte sanitário na França deverão estar vacinados, a partir de 15 de dezembro, com a terceira dose de reforço contra a covid-19, anunciou nesta terça-feira (9) o presidente Emmanuel Macron.

"Se estão vacinados há mais de seis meses, peço-lhes que tomem nota. A partir de 15 de dezembro, será preciso comprovar a dose de reforço para prolongar a validade do passaporte sanitário", disse Macron aos maiores de 65 anos e às pessoas com a saúde debilitada.

No início de dezembro, os franceses com entre 50 e 64 anos também poderão receber a dose de reforço, já que "mais de 80% das pessoas em reanimação [cardiorrespiratória] têm mais de 50 anos", acrescentou o presidente francês em seu nono discurso televisionado desde o início da pandemia.

O passaporte sanitário é obrigatório na França desde o verão, no hemisfério norte, em lugares com capacidade para mais de 50 pessoas, assim como em bares, restaurantes, hospitais (com exceção das unidades de emergência) e grandes centros comerciais.

Os cidadãos podem obter o documento se estão completamente vacinados contra o coronavírus ou com um teste negativo. Desde meados de outubro, o teste passou a ser pago para aqueles que não estiverem imunizados.

A exigência do documento gerou protestas semanais no país, mas a mobilização, que é minoritária, vem perdendo força. Na semana passada, o Parlamento aprovou o uso do passaporte até 31 de julho de 2022, para além das eleições previstas em abril e maio.

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