França dá primeiro passo para consagrar direito ao aborto na Constituição

Uma larga maioria do parlamento francês manifestou-se, esta quinta-feira, favorável à consagração do direito ao aborto na Constituição.

A iniciativa, proposta pela esquerda da França Insubmissa (LFI) e acordada com o partido Renascimento (liberal), do Presidente da República, Emmanuel Macron, recebeu o voto a favor de 337 deputados e o voto contra de 32.

A presidente do grupo parlamentar de extrema-direita da União Nacional (RN), Marine Le Pen, esteve ausente do hemiciclo “por razões médicas” e não participou na votação.

Para que o direito ao aborto passe a estar previsto na Constituição francesa, o caminho é, contudo, ainda longo: é necessária a sua aprovação pelo Senado (câmara alta do parlamento francês), nos mesmos termos em que foi aprovado na câmara baixa, e depois o Congresso, que é a reunião extraordinária de deputados e senadores, deve aprová-lo por maioria de três quintos.